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Três principais desafios para o novo técnico do Flamengo

Foto: Marcelo Cortes/ Flamengo

A era Jorge Jesus oficialmente acabou no Flamengo. A diretoria rubro-negra trabalha em busca do novo nome para o comando do time e para isso precisa pensar com muito cuidado. Enquanto o novo comandante não chega, o técnico Maurício Souza, do sub-20 assume a equipe principal. Não vai ser fácil, seja para quem for, substituir o técnico mais vitorioso dos últimos anos e para alguns, o maior da história do clube.

Não vai ser nada fácil repetir 2019, provavelmente nem tão cedo o Flamengo tenha um ano parecido, mas Marcos Braz e sua turma trabalham incansavelmente para achar o nome ideal para comandar esse desafio. Diante de tamanha missão, o Esporte News Mundo lista os três principais desafios que o novo técnico terá quando assumir o Flamengo.

MANTER O BOM (E OFENSIVO) FUTEBOL

Com um elenco com nomes como Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabriel Barbosa e outros, a exigência pelos lados da Gávea é de um futebol bonito e ofensivo. Com atletas desse calibre em seu plantel, a diretoria e também a torcida rubro-negra querem mais do que ganhar ou perder.

Em 2019, o técnico Abel Braga foi campeão carioca e classificou o time ás oitavas de final da Libertadores e mesmo assim foi demitido. O time jogava mal, dependia demais das individualidades e isso gerava grande insatisfação de todos. E Jorge Jesus veio e mostrou que vitórias e bom futebol podem ser aliados.

Os torcedores na época, diziam que “era uma ferrari dirigida por um motorista ruim”. O Flamengo tem elenco farto, com ótimos jogadores do meio campo pra frente, não dá pra desperdiçar isso com um técnico considerado “retranqueiro”.

A exigência por títulos

De nada adianta um futebol ofensivo se não for aliado a vitórias e títulos. O bom futebol é um caminho mais curto para isso e o objetivo final é o troféu de campeão. Com uma folha salarial de aproximadamente R$ 25 milhões por mês, o Flamengo trabalhou desde 2013 visando a tão sonhada “hegemonia” dentro de campo. E o ano passado elevou o patamar de exigência.

Se um 2019 com três títulos dificilmente se repetirá, o “mínimo” com que se trabalha nos bastidores é de um título grande por ano. Por temporada, a exigência é de pelo menos o troféu Brasileiro, Copa do Brasil ou Libertadores. Não se banca uma folha salarial tão grande só com título estadual.

O nível de cobrança por título no Flamengo cresceu, se a pressão na Gávea já era enorme por troféus ganhos num passado longínquo, em épocas sem estrutura e com inadimplência de salários, imagina agora com pagamento em dia, estrutura de nível europeu e com o clube tendo atualmente o melhor elenco da América do Sul.

Maurício Souza cumprimenta Jorge Jesus em treino do Flamengo no ínicio do ano

Foto: Marcelo Cortes/ Flamengo

MANTER A UNIÃO TÉCNICO E ELENCO

O elenco do Flamengo tem muitas estrelas e jogadores com passagens pelos maiores clubes do mundo. E Jorge Jesus com seu jeito mais enérgico, conseguia manter a união e ter o respeito do elenco, sua despedida foi sentida por todos, do roupeiro ao presidente, e no seu último almoço antes de voltar a Portugal, cada envolvido que o conhecia queria dar um abraço de despedida no agora ex-técnico rubro-negro.

O próximo treinador terá que saber lidar com um elenco tão cascudo, em 2018 o então técnico Dorival Junior teve problemas com o goleiro Diego Alves. Os atletas querem sentir confiança no treinador para poder dar o seu melhor dentro de campo, caso chegue um nome com um jeito mais intempestivo ou complicado se lidar, o ambiente rubro-negro pode ficar pesado.

Não á toa, Marcos Braz e Bruno Spindel estão sendo muito cuidadosos em pensar no próximo técnico, dando preferência a algum nome que seja o mais próximo possível de Jorge Jesus, seja dentro ou fora de campo. Nomes como Jorge Sampaoli foram descartados justamente por causa do seu temperamento. O navio rubro-negro procura um novo comandante, mas ele precisa ter o apoio maciço da tripulação.

Para saber mais sobre o Flamengo, continue acompanhando o Esporte News Mundo.

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