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Conquista de Charles do Bronx faz Brasil voltar a patamar de 2012 dentro do UFC

UFC
Divulgação/Twitter Oficial UFC

No último sábado (15), Charles do Bronx venceu Michael Chandler para conquistar o cinturão dos leves do UFC. Uma conquista que não apenas colocou o brasileiro no topo do MMA, mas também fez o país voltar a ser dominante em termos de números de cinturões conquistados.

Com a vitória de Do Bronx, o Brasil tem agora quatro cinturões do UFC, se tornando o país com mais títulos da organização na atualidade. Um momento de domínio que os lutadores do país tiveram pela última vez há quase uma década.

Lá em 2012

O último grande momento do Brasil em termos de número de cinturões foi em 2012. Nesta época, a mesma quantidade de títulos (quatro) estava em mãos de lutadores brasileiros, que deixava o país em pé de igualdade com os EUA, que também tinha quatro cinturões. Vale lembrar que naquele ano haviam apenas nove categorias e o MMA feminino sequer havia estreado no octógono.

Naquele ano, Anderson Silva reinava glorioso como ‘rei’ da categoria dos médios e José Aldo fazia o mesmo no peso-pena, onde era campeão desde os tempos do extinto WEC. Completavam a quadra Júnior Cigano nos pesos-pesados e Renan Barão no peso-galo, naquele ano ainda interino.

Desde então, os lutadores brasileiros não veriam tanto sucesso em comparação aos outros países dentro do Ultimate. Aldo e Anderson, talvez os dois mais icônicos lutadores da era recente de sucessos do país no MMA, perderam seus cinturões em nocautes marcantes para, respectivamente, Conor McGregor e Chris Weidman. O ‘Spider’ jamais conseguiria reencontrar o sucesso de anos anteriores, sofrendo a marcante fratura na perna, sendo pego no exame antidoping e sofrendo derrotas sucessivas até deixar a organização. Aldo ainda continua no UFC e até retomou o título dos penas, o cedendo para Max Holloway. Hoje, tenta se reencontrar no peso-galo.

Junior Cigano sofreria duas derrotas brutais para Cain Velasquez e até teve chance de novamente ser campeão, caindo diante de Stipe Miocic. O peso-pesado alternou vitórias e derrotas e hoje deixou o UFC. Assim como Renan Barão, que foi promovido a campeão linear dos galos, mas a partir de uma devastadora derrota para TJ Dillashaw, iniciaria uma decadência que o levou também a deixar o Ultimate.

Interregno e a volta

Quase uma década depois, o Brasil volta a dominar o UFC, com quatro cinturões para lutadores e lutadoras do país. Mas ao contrário daquele ano, são três os detentores dos títulos, com uma delas, Amanda Nunes, sendo campeã de duas categorias diferentes (peso-galo e peso-pena).

Amanda seria, justamente, a esperança brasileira desde que venceu Miesha Tate no UFC 200 para ser campeã dos galos. A ‘Leoa’ tem sucessivamente vencido as rivais da categoria e mantido o cinturão da categoria consigo, posteriormente, vencendo o cinturão dos penas. Aliás, as divisões femininas foram as que deram muitas alegrias aos fãs brasileiros do MMA na ‘seca’ das divisões masculinas, com os cinturões de Jéssica Bate-Estaca (peso-palha) e Cris Cyborg (penas).

Até a conquista de Charles do Bronx, a única categoria masculina com brasileiro campeão era o peso-mosca, este dominado por Deiveson Figueiredo. O ‘Deus da Guerra’ aproveitou bem a aposentadoria de Henry Cejudo para conquistar o título e reinar na divisão.

E tem mais cinturão vindo (ou ficando)

O domínio brasileiro pode se manter, aumentar ou até se reduzir nos próximos meses, com mais lutas válidas por cinturões envolvendo o país. A primeira delas será no próximo dia 12 de junho, quando Deiveson Figueiredo colocará o cinturão dos moscas em jogo na revanche contra Brandon Moreno no UFC 263. Na primeira luta, empate que levou o Ultimate a colocar o paraense e o mexicano frente a frente.

O UFC 265, dia 7 de agosto, também terá Brasil defendendo cinturão. Amanda Nunes retorna à divisão dos galos para defender seu título contra Julianna Peña. A ‘Leoa’ teve suas duas últimas defesas de título na divisão dos penas, vencendo Felicia Spencer e Megan Anderson, respectivamente.

No dia 4 de setembro, o país poderá juntar mais um campeão a sua lista: Glover Teixeira. O mineiro encara Jan Blachowicz pelo título dos meio-pesados para coroar sua boa fase dentro da categoria. Glover já tentou em 2014 conquistar o cinturão da categoria, sendo derrotado por Jon Jones.

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