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Atlético-MG tem R$ 508 milhões a pagar em curto prazo e traça meta de reduzir 71,5% da dívida em cinco anos

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Foto: Pedro Souza/Atlético-MG
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Na manhã desta sexta-feira (23), o Atlético-MG apresentou detalhadamente as suas finanças no ‘Galo Business Day’ a seus conselheiros e à imprensa. Durante o evento, um dos membros do colegiado denominado os “4R’s”, Rafael Menin, revelou que 42% da dívida total do clube, que é de R$ 1,2 bilhão, tem de ser paga a curto prazo. Ou seja, o time mineiro tem R$ 508 milhões a serem pagos em “ação imediata”.

Esses 42% se tratam de dívidas antigas, com bancos e na FIFA, sendo 22% do Profut e parcelamento de impostos. Rafael Menin explicou como o Atlético-MG foi acumulando toda essa dívida.

— O Atlético acumula déficit. Acontece há 40 anos. O Galo foi pedalando e o problema foi crescendo. São R$ 500 milhões de juros gastos pelo Atlético entre 2010 e 2020. É assustador.

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Rafael Menin também detalhou que uma grande parcela dessa dívida está concentrada em um de seus investidores e falou que ela poderia ser ainda maior se o débito fosse com outro empresário. A dívida do Atlético-MG com Ricardo Guimarães, um dos membros do colegiado, está em R$ 105 milhões, segundo Rafael, se fosse uma dívida com outra figura, com custos, juros e correções, esse valor poderia chegar a R$ 250 milhões.

De acordo com o Diretor de Finanças do Atlético-MG, a meta do clube é reduzir essa dívida em R$ 341 milhões até 2026. Além disso, o Galo quer ter um teto na fola salarial anual de R$ 200 milhões e de R$ 50 milhões em compra de atletas, mas que 33% do elenco seja de revelações das categorias de base. Sobre a venda de jogadores, o alvinegro pretende chegar a R$ 120 milhões.

“Endividamento subiu, mas os investimentos também”

Para se ter uma ideia, o endividamento do Atlético-MG ao fim de 2020 foi de R$ 1.209.000.000,00. Paulo Braz, diretor financeiro do clube, outro que participou da ocasião, enfatizou que, em paralelo com as dívidas, os investimentos também subiram.

Um dos principais pandemia fez com que clubes tivessem que cortar gastos e passar por reformulações. Esse foi outro ponto citado por Paulo Braz. Segundo o diretor, o Atlético-MG fez tem uma economia mensal de R$ 1. 104 milhão. Mas, para isso, o clube passou a ter 531 pessoas. Eram 736 funcionários antes, portanto 205 pessoas foram desligadas, o que gerou uma economia mensal de 1.104 milhão de reais.

A pandemia atingiu em cheio muitos clubes e fez com que alguns destes tivessem que cortar gastos e passar por reformulações. Esse foi outro ponto citado por Paulo Braz. Segundo o diretor, o Atlético-MG fez uma economia mensal de R$ 1. 104 milhão. Mas, para isso, o clube hoje conta com 531 pessoas. Antes eram 736.

No ‘Galo Business Day’, também foram revelados os custos do Galo em 2020 . No que se refere ao elenco, por exemplo, Paulo Braz revelou que R$ 253 milhões foram investidos em atletas, estando, hoje, com as contratações feitas para a temporada 2021, valendo R$ 630 milhões. Apesar dos gastos, o resultado final do exercício de 2020 no Atlético foi de R$ 19 milhões positivos, segundo também destacou o diretor financeiro.

Com colaboração de Gabriel Ferreira*

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