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Com novo impasse na dívida da Arena, Petraglia desabafa: ‘Grande injustiça com o Athletico’

O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, falou sobre o novo reves em relação à dívida da obra da Arena da Baixada

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Foto: Divulgação/Athletico
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O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, falou sobre o novo reves em relação à dívida da obra da Arena da Baixada. Na última quinta-feira (17), foi publicada a decisão do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Região Metropolitana de Curitiba, Guilherme de Paula Rezende, indeferindo o acordo fechado entre Athletico, prefeitura de Curitiba e governo do Paraná sobre o pagamento da dívida da reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

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Em entrevista ao UmDois Esportes, o presidente do Athletico se disse surpreso com a decisão, alegando que o clube pagou muito mais do que devia. Petraglia também afirma que o acordo foi feito no Tribunal de Justiça e que o clube mesmo até já pagou a quantia de R$ 50 milhões, referente a entrada.

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– Estou surpreso. Sofremos injustamente há uma década. Pagamos muito mais do que deveríamos. Fizemos um acordo no Tribunal de Justiça. O Ministério Público aprovou por unanimidade em seu Conselho Superior. Até já pagamos a entrada da Fomento e quitamos tudo com o Município.

Agora o caso será mediado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e pode ser levado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reforma do estádio é assunto da pauta do Atheltico há mais de 10 anos. Petraglia comenta que não sabe se estará vivo quando tudo for resolvido.

– Vamos voltar ao começo da discussão? Sinceramente, não sei se estarei vivo para ver o fim disso. Grande injustiça com o Athletico e com os atleticanos. Espero que a decisão seja revista.

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Entre os argumentos citados pelo juiz para não homologar o acordo do Athletico com as partes, está a “incompetência do Juízo dada a pendência de recursos e requerimentos perante o STJ”. Além da ausência de autorizações legislativas prévias para a transação e ausência de verificação de disponibilidade financeira e orçamentária para a despesa.

Rezende apontou que a Fomento Paraná, empresa de crédito estadual que fez os empréstimos para a reforma do estádio, não atende às práticas de governança corporativa ao justificar a renúncia de mais de R$ 600 milhões. Esse valor é a diferença do valor com multas e juros com o valor final do acordo. Enquanto as partes fecharam o em cerca de R$ 590 milhões, os valores com juros chegavam a cerca de R$ 1,2 bilhão. Entretanto, os descontos foram aprovados pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) como emenda do PL 446/2022.

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