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Vasco: Cobranças vão ‘além campo’ e chegam à 777 Partners, que sente pressão

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Foto: Daniel RAMALHO/VASCO
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Poucas horas depois do Vasco entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro de 2023, membros de organizadas protestaram na última terça-feira na sede administrativa da 777 Partners e também no CT Moacyr Barbosa. A cobrança dos torcedores que estavam presentes vai muito além do rendimento dentro de campo, mas também passa por algumas medidas adotadas pelo sistema empresarial implementado no Cruz-Maltino.

+ Torcedores do Vasco protestam em frente à sede da SAF e no CT: ‘Fora 777’

– A gente exige a saída do técnico, Abel Braga e estamos insatisfeitos com o CEO, Luiz Mello, que é o que manda aqui. Duas Séries B, um começo pífio de Estadual, uma eliminação ridícula na Copa do Brasil, preço de ingressos de R$ 150… Ele está esquecendo que isso aqui é o clube do povo. Ele pode tentar elitizar, mas aqui é Vasco. Enquanto a gente existir, vamos cobrar melhorias para o clube e para os associados e torcedores. Ele quer fazer disso uma empresa? Beleza. Mas está mexendo com a paixão de milhões. Tem que respeitar – disse um membro da organizada do Vasco.

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Não é a primeira vez que uma organizada pede saída da 777. Mas agora, os torcedores foram à sede administrativa, o que escancara ainda mais a revolta. Nenhum membro se posicionou sobre o ocorrido, o que entende-se que SAF está sentindo as consequências internamente. O clube não se pronuncia sobre esses casos.

O discurso inicial dos executivos foi o de disputar na prateleira de cima do Campeonato Brasileiro já em 2023. O time demonstrou competitividade em algumas partidas e viu o elenco inchar. A começar pelo investimento em contratações para a temporada 2023. O Cruz-Maltino gastou cerca de R$ 110 milhões com reforços. Além disso, terá mais na janela de transferências do meio do ano, porém o problema é que a 777 enfrenta dificuldades para honrar os compromissos financeiros.

Vasco voltou a ter problemas com pagamentos mesmo com todo aporte feito pela 777 Partners. O clube teve atrasou pagamento de parcelas da compra de alguns jogadores, além da dívida com Andrey Santos e empresários. No entanto, podem gerar consequências nada legais. Atletico Tucumán-ARG e Nacional-URU cogitam acionar a Fifa caso os pagamentos referentes a Capasso e Pumita, respectivamente, não sejam regularizados. 

Sem vencer desde a rodada de estreia no Brasileirão, o Vasco entrou no Z4 por conta da vitória do Cuiabá sobre o Cruzeiro, nesta segunda-feira. O time volta a atuar no próximo sábado, contra o Fortaleza, fora de casa, com diretoria, SAF e treinador todos pressionados.

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