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Diretor do Cruzeiro fala sobre Matheus Pereira, Marcelo Moreno e mais

Diretor Esportivo Pedro Martins (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Pedro Martins falou sobre vários assuntos na coletiva de imprensa. O diretor abordou o mercado de transferências, o projeto esportivo do clube e muito mais.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Na manhã da última quarta-feira (19), o diretor de futebol do Cruzeiro, Pedro Martins, concedeu entrevista coletiva na Toca da Raposa II falando sobre chegada de jogadores, renovações, mercado de transferências e eliminação na Copa do Brasil.

Pedro Martins falou a respeito da manutenção em definitivo de Matheus Pereira. O meia tem sido o principal jogador do Cruzeiro neste início de temporada, sendo fundamental na produção ofensiva do time e criação de oportunidades, somando cinco assistências e um gol até o momento.

“A gente vem conversando bastante. A vinda do Matheus foi complexa porque envolvia a construção com o Al Hilal, seu staff e o próprio atleta e agora acontece da mesma forma. Estamos conversando bastante com o Al Hilal, atleta e seu staff. Além da complexidade que envolve uma compra dessas, também envolve muito a vontade do jogador querer estar aqui, fazer esforços para que essa transferência possa ocorrer. São várias conversas e acredito que estamos evoluindo bem. Não dá pra cravar nada ainda porque envolve possibilidade de condições de pagamento, acerto de contrato com o jogador, mas vejo que há boa vontade de todos os lados para ser concretizado.”

O diretor reforçou a importância do campeonato mineiro para realização de testes e como uma preparação do time para o Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. Além disso, ressaltou que tem agido com tranquilidade no mercado, priorizando contratações pontuais e de impacto ao invés de jogadores para compor elenco.

“A gente quer fazer com que a equipe evolua não só através da chegada de novos jogadores. Estamos vendo o comportamento da equipe ao longo do Mineiro, como ela está respondendo ao trabalho do Larcamón. Tivemos a chegada de vários atletas que estão se adaptando ao modelo. Quando falamos de aumentar o nível do elenco envolve investimento e fazer da melhor maneira possível é preciso ser assertivo, escolher o melhor jogador para que ele suba o nível do que aqui está. Conseguimos fazer movimentos importantes e esse atacante ou essa possibilidade ofensiva que ainda não está clara onde vai atuar, faremos da melhor maneira, sem pressa, fazendo uma escolha correta. Não vamos trazer por trazer, preferíamos avaliar o mercado, se não nessa janela, em junho, mas sem acelerar etapas.”

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Um grande acerto em relação à janela de transferência do time celeste é o modelo de negócio desempenhado até o momento. Investindo em jogadores que chegam por empréstimo e tem a opção de compra com o valor para aquisição em definitivo fixado. Pedro Martins falou sobre isso, principalmente neste momento de reestruturação nas finanças do clube.

“Nosso objetivo nesses tipos de empréstimo é para conseguir avaliar o desempenho do atleta aqui dentro, e também não deixa de ser uma ferramenta para quem não tem a capacidade de investimento imediato. Perante as limitações orçamentárias do clube, preferimos trazer o jogador emprestado, ver se vai se adaptar a nossa rotina e forma de atuar, e no momento de fazer essa aquisição podemos sentar com o clube e jogador e construir da melhor maneira possível. Não é porque tem um valor estipulado na opção que o clube precisa executar a opção. Negociar faz parte do jogo, e assim estamos avaliando todos os casos, assim como do João Marcelo, estamos muito felizes com seu progresso. É uma decisão que irá ocorrer no meio do ano e o clube está se preparando para caso seja necessário executar as opções de compra, a gente se estruture para que não quebremos o clube. Queremos manter o clube sustentável, para que a evolução do elenco aconteça de ano a ano. Acredito que os jogadores que vieram por empréstimo em grande maioria vão querer permanecer e isso conta muito na negociação.”

O diretor esportivo celeste falou também da importância do preparo e desenvolvimento dos jovens atletas do clube, que é necessário minutos de jogo para os atletas promovidos ao time principal. Disse também sobre o caso do atacante João Pedro e a postura que espera dentro dos atletas do plantel.

“Todos os jogadores que sobem da base, e aí não só falando do João, mas o Fernando, Ian, Japa, Kaiki, a gente procura entender qual o processo de adaptação desse menino a primeira equipe do Cruzeiro. Jogar no Cruzeiro exige uma responsabilidade grande, não só pelo que se faz dentro como fora de campo. Quando o jogador tem potencial, a gente entende que precisamos fazer esforços e se dedicar para que eles sejam bem formados. E ser bem formado significa voltar ao Sub-20, emprestá-lo para que ele amadureça e depois retorne. A gente emprestou alguns jogadores que acreditamos ter potencial futuro. O caso do João estamos avaliando, porque jogador para se desenvolver precisa estar jogando e é assim que vamos formar os atletas dentro do clube. Uma coisa inegociável no clube é a equipe. Ninguém se coloca acima do Cruzeiro e isso a gente não vai abrir mão.”

Pedro Martins falou sobre a chegada de Marcelo Moreno no Cruzeiro para encerrar a carreira. O jogador, que ajudou o clube dentro e fora de campo, assinou contrato até junho e vai treinar com o time principal neste período.

“Quando a gente fala de Marcelo Moreno e Cruzeiro existe uma relação de gratidão imensa, não só pelo que fez dentro como fora de campo no momento de dificuldade. Quando ele sai logo no momento da nossa chegada, deixamos alinhados um retorno assim que ele pretendesse encerrar sua carreira e assim aconteceu. É um prazer ter o Marcelo conosco, não só pela história construída mas pela pessoa que ele é. O primeiro ato foi trazê-lo, abrir as portas do clube para ele treinar com o profissional, e estamos desenhando como se dará essa despedida. A primeira vontade do Moreno, que era voltar a participar de uma rotina dentro do Cruzeiro, já conseguimos cumprir. É importante ressaltar o quanto isso é interessante dentro dos profissionais dentro do Cruzeiro. Um jogador que já ganhou praticamente tudo, com sua vida pessoal e profissional resolvida, como um de seus últimos atos profissionais, quer estar aqui vivenciando isso. Neste momento, os detalhes sobre como será a despedida de Marcelo Moreno ainda estão sendo finalizados, com possibilidades que vão desde um amistoso até uma partida oficial, ou até mesmo a ausência de um jogo específico.”

O diretor celeste falou sobre a recente renovação do lateral Marlon, até o final de 2026. Pedro Martins também demostrou a importância que a diretoria dá em relação ao comportamento dos jogadores fora de campo para situações de renovação contratual.

“Todas as renovações de contrato que vamos fazendo, jogadores que trazemos e construímos a permanência, e aí são alguns como Marlon, William, Rafael Cabral, diversas histórias construídas ao longo desse período de SAF. A gente entende que esses atletas renderam não só em campo, mas também entenderam o que é o Cruzeiro fora. Pra nós é fundamental. Quando falamos em construir um elenco vencedor, vamos identificando atletas que entendem o projeto. Não basta render só dentro de campo, queremos jogadores que vistam a camisa, entendam os valores do clube. Renovações como a do Marlon são importantes porque demarcam um caminho para quem quer permanecer no clube. São jogadores que agora tem uma responsabilidade cada vez maior de estabelecer regras no grupo, que tipo de atleta pode ficar no Cruzeiro. A responsabilidade aumenta cada vez mais quando renovam.”

A versatilidade ao atuar em mercados como Sul-Americano, Norte-Americano e até europeu, é um diferencial da diretoria celeste para essa temporada. Pedro Martins destacou como isso é importante para ser mais competitivo gastando menos.

“Quando falamos de olhar o mercado Sul-Americano, o clube já vem estudando bastante o comportamento de janelas. Tem algumas como essa da MLS que nos deu algumas oportunidades, e também estamos avaliando janelas de outros mercados para atuar em julho. Isso significa um posicionamento para o clube aumentar o nível do seu elenco, a capacidade de investimento, e a gente vê o clube progredindo como projeto assim. A partir que vamos conseguindo se livrar das dívidas, aumentar a capacidade de respeita, naturalmente vamos posicionar o Cruzeiro e ser competitivos em ligas cada vez mais fortes com jogadores que aumentem o nível do nosso grupo.”

O diretor esportivo também falou sobre a eliminação na primeira fase da Copa do Brasil para o Sousa, que esse vexame não pode ser esquecido e deve servir de exemplo para o restante da temporada.

“Independente de campo, estádio, condição climática, um clube como o Cruzeiro não pode cair fora na primeira fase da Copa do Brasil. Não com a história que temos dentro da competição e pelo elenco que estamos montando. Isso depois do jogo e durante os dias seguintes, ficou claro para o grupo que esse jogo deve servir como uma cicatriz. Temos que lembrar o que deixamos de fazer naquela partida toda semana. Se temos que levar alguma coisa é o aprendizado. Com o perfil de atletas e pessoas que temos aqui esse aprendizado foi rápido, mas nunca podemos esquecer o que fez com que a gente fosse eliminado na primeira fase. Pra isso que servem as cicatrizes, é para se lembrar. O aspecto financeiro o clube tenta se reorganizar para não ter impacto no dia a dia, mas inegável que cair na primeira fase tem um impacto em toda estrutura.”
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