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No Dia do Orgulho LGBTQIA+, mundo esportivo ainda segue na contramão da inclusão

Publicado em

Arte: Esporte News Mundo
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POR LUIS FEITOSA E NATHALIA MOVILLA

A existência de pessoas LGBTQIA+ ainda é um tabu em muitos setores da sociedade. No esporte, não é diferente e um dos principais lugares da vida dos humanos não consegue se desvencilhar de um vínculo antigo relacionado ao machismo e ao preconceito. Apesar da situação ter mudado muito ao longo dos anos, ainda é possível ver a dificuldade de membros da comunidade em conseguirem seu espaço.

No esporte são poucos os atletas que conseguem assumir a orientação sexual com que se identificam. Nos últimos anos vimos grandes ídolos do esporte nacional revelarem ser da comunidade LGBTQIA+. No MMA, a ascensão de Amanda Nunes e os dois cinturões fizeram da brasileira uma das maiores lutadoras da histórias. Mesmo com todo o preconceito envolvendo o gênero feminino e a homossexualidade, a Leoa virou um grande exemplo de representatividade.

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Seguindo por essa linha temos nomes no Brasil que se encaixam perfeitamente. Maique e Douglas Souza, no vôlei, e Marta e Cristiane, no futebol, são apenas alguns exemplos de atletas que fazem ou fizeram sucesso e são LGBTQIA+. Apesar de conseguiram êxito em quadra e no campo, dirigentes, torcedores e a parte da sociedade ainda visam diminuir seus feitos ou inviabilizá-los em troca de um preconceito barato, mesquinhos e que nada mais é do que criminoso.

Recentemente, Carl Nassib, jogador de futebol americano do Las Vegas Raiders se tornou o primeiro atleta em atividade na NFL, a principal liga do esporte no mundo, a se assumir homossexual. O preconceito ainda no esporte acaba limitando muitas minorias de serem quem são. Mesmo sendo majoritariamente composta por pretos, muitos atletas ainda sofrem preconceito principalmente quando se propõem em combater racismo e participar de movimentos, como Colin Kaepernick. Mesmo com mais de 100 temporadas, uma competição tão importante para a modalidade ainda segue ultrapassada em uma área tão importante como a inclusão de pessoas LGBTQIA+.

Embora que um dos maiores nomes da história do tênis seja de uma mulher assumidamente homossexual, as organizações (ATP e WTA) não se colocam, da devida maneira, à disposição contra o preconceito. A ex-líder do ranking mundial Billie Jean King é um símbolo da luta LGBTQIA+ e pediu que a segunda principal quadra do complexo do Australian Open, que leva o nome de Margaret Court, fosse renomeada. Isto porque a detentora de 24 Grand Slams já emitiu diversas vezes comentários LGBTfóbicos, inclusive chamou crianças transgêneros de “obra do diabo”. No entanto, um dos palcos do Major australiano ainda carrega o nome da agora pastora.

Recém-campeão da Liga das Nações de Voleibol (VNL), o brasileiro Maique Nascimento se posicionou e falou sobre a importância da representatividade, não importa onde. Além disso, o líbero da Seleção abordou a necessidade de romper com ideias antigas.

— Eu acho extremamente importante essa representatividade, em qualquer área. Todos nós somos iguais. Devemos exaltar ainda mais as pessoas que estão buscando e lutando pelos seus espaços. Temos que ter nosso lugar no mundo e todos devem apoiar. Precisamos, também, quebrar esses tabus de preconceitos da sociedade — afirmou Maique.

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