Fluminense

Os laços tricolores da infância de Felipe Mello que ficou marcada pelo Fluminense antes mesmo de jogar pelo rival

Foto: Arquivo pessoal do atleta

Todo mundo sabe que Felipe Melo foi revelado pelo Flamengo e tem grande simpatia pelo time, mas o que poucos conheciam, era seu lado tricolor. Movido pela paixão do pai, o craque viveu na infância dias de torcedor do clube e já chegou até a ir em jogos nas Laranjeiras.

                 

Em sua apresentação, ao lado do pai, Seu José Coelho, no CT Carlos Castilho, nessa segunda-feira, os dois relembraram essas histórias com detalhes:

– O primeiro time que ele jogou era tricolor. Meu bairro em Volta Redonda é pequeno, tem só quatro ruas, e para o Felipe jogar eu fazia um torneio aqui de salão entre as ruas. E as camisas que eu comprei para usarem eram do Fluminense, claro. Depois ele ainda jogou quatro anos em uma escolinha do Fluminense que havia aqui na cidade.

Seu Coelho também explicou a foto tirada do filho com a camisa verde, branca e grená:

-Nessa foto, ele tinha sete anos e estava com a camisa da escolinha. Tinha acabado de chegar em casa, o Nicolas era recém-nascido.

Coelho ainda lembrou da primeira partida do Fluminense que levou o pequeno futuro craque, no estádio das Laranjeiras, com apenas quatro anos. Foi um duelo contra o Goytacaz, em 1988, que o tricolor levou a melhor e venceu por 3 a 2 no Campeonato Carioca:

– Nós ganhamos, e ele gostou muito de ver o jogo no estádio. Mas depois foi um sufoco para ir embora. A gente iria ficar na minha sogra, que morava em São Gonçalo, e o jogo foi tarde da noite. Pegamos um ônibus até a Praça XV e de lá pegaríamos outro para São Gonçalo, mas tinha muita gente. Tanto que tinham duas filas, uma para quem ia ficar sentado e outra para quem ia em pé. Só que o trocador avisou que não ia ter outro ônibus, e aí foi um tumulto. O rapaz com quem eu estava batendo papo na fila conseguiu entrar e sentar, aí ele me disse: “Me dá seu filho e entra”. Dei o Felipe pela janela e fui no primeiro degrau do ônibus. Ele lembra disso até hoje.”

Mas a pergunta que não quer calar é: E o Flamengo onde entra? O pai do bi campeão da Libertadores conta que o rival foi “mais rápido” para recrutar o filho e que depois até pensou em levá-lo para o Fluminense, mas o tempo não ajudou:

– Conforme ele foi crescendo, até pensei em levá-lo para o Fluminense. Tinha o Deley, que é daqui de Volta Redonda. Mas aconteceu tudo muito rápido, ele jogava salão em Barra Mansa, no time pré-mirim, e acabou o jogo o Nelson Aguiar, que trabalhou para o Fluminense e depois para o Flamengo, fez contato comigo dizendo que viria uma escolinha de campo. O Felipe foi lá no sábado, gostaram dele, e na outra semana já o levaram para ser federado na Gávea, ele não tinha nem 10 anos ainda.

No final, perguntado sobre a felicidade de ver o filho jogar em seu time do coração e como tudo aconteceu, respondeu:

– Quando o Romário falou uma vez que ia jogar no América-RJ porque era o time do pai, eu brinquei com ele. Nessa época ele queria voltar ao Brasil, mas o Palmeiras o contratou. Agora tinham outras situações, não sei se pesou também jogar no time do pai, mas estou muito feliz. Eu brinquei com ele: “O Inter fica a 1.000 KM daqui, se vier para cá vou em todos os jogos”. — brincou Seu Coelho

– O Felipe está muito feliz, tem um estímulo muito grande. Ele é um cara que gosta de desafio, e acho que o Fluminense vai ser um desafio para ele. Fluminense tem uma garotada boa, é um clube que forma, e ele vai ser um dos “vovôs” junto com o Fred. O pessoal vai ver o profissional que ele é. Sem brincadeira nenhuma, se pegar a carreira dele, nunca se atrasou para nenhum treino. É um cara que chega cedo, dorme cedo e vive o futebol, daqueles que analisam o próprio jogo depois.

“Ele tem uma vontade de vencer enorme. O Felipe, na minha opinião, revolucionou o Palmeiras. E essa vontade de vencer dele o Fluminense vai ter. Falei com ele: ‘Meu sonho é ver você levantar um caneco com o Fluminense’. Independentemente do campeonato, vou ficar muito feliz”. – completou com felicidade e orgulho do filho

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