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Oscilação na fase de grupos e avassalador no mata-mata: Relembre a campanha que levou o Flamengo até a final da Libertadores

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O Flamengo teve uma campanha marcada uma fase de grupos satisfatória e um mata-mata espetacular na Libertadores. Relembre o caminho da equipe até a final:

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

No próximo sábado, às 17h, o Flamengo enfrenta o Palmeiras pela grande final da Libertadores de 2021. O rubro-negro teve um ano de altos e baixos, mas confirmou o favoritismo na competição continental e vai tentar o segundo título em três anos.

Com um sorteio bastante generoso para as fases finais, somado ao início espetacular de Renato Gaúcho, a campanha do Flamengo foi marcada por goleadas no mata-mata. Antes, ainda com Rogério Ceni, o rubro-negro teve algumas partidas complicadas na fase de grupos, mas conseguiu garantir a primeira colocação. Nesse sentido, confira, em detalhes, como foi a caminhada da equipe rumo a final.

Fase de grupos: primeiro turno avassalador

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Gabigol após marcar contra a LDU, em Quito. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O Flamengo iniciou sua campanha nesta Libertadores ainda comandado por Rogério Ceni que, apesar do título recente do Brasileirão, ainda sofria com a desconfiança de grande parte da torcida. O sorteio ajudou, sem pedreiras e com o favoritismo lá no alto, enfrentando Vélez (ARG), LDU (EQU) e Unión La Calera (CHI).

O pontapé inicial foi marcado por uma vitória apertada, mas convincente na Argentina. O Vélez chegou a ficar na frente do placar duas vezes, aproveitando bobeiras da zaga do Flamengo, que já era criticada na época. Contudo, o rubro-negro conseguiu se impor fora de casa, reagiu nas duas vezes e terminou o jogo com uma vitória por 3×2, com gols de Arão, Gabigol e Arrascaeta.

O duelo seguinte seria mais tranquilo, com uma goleada por 4×1 sobre o La Calera, em casa, com gols de Gabigol (2x), Arrascaeta e Pedro. Para fechar o primeiro turno, mais um jogo complicado, desta vez na altitude de Quito. O Flamengo até teve vida fácil no primeiro tempo, conquistando uma boa vantagem com Gabigol e Bruno Henrique. Porém, a equipe voltou muito mal na etapa final, levou o empate e quase a virada. Contudo, quando a partida parecia sem solução, Arrascaeta sofreu um pênalti no fim e Gabigol, sempre ele, garantiu o triunfo.

Fase de grupos: segundo turno de oscilações e falhas defensivas

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Gabigol disputa a bola em jogo duro contra a LDU. Foto: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes/Flamengo

Àquela altura, parecia que o Flamengo iria garantir com tranquilidade uma das melhores campanhas da fase de grupos. No entanto, os graves problemas no sistema defensivo de Ceni começaram a aparecer de vez.

Contra o La Calera, o rubro-negro levou dois gols em falhas defensivas, mas conquistou o empate com Gabigol e Arão. Já no duelo com a LDU, a equipe carioca teve Arão expulso logo no início, chegou a abriu o placar com Pedro, mas levou a virada com dois gols no jogo aéreo. No fim, Gustavo Henrique ainda empatou.

A vaga nas oitavas, pela grande campanha no primeiro turno, já estava praticamente garantida independentemente dos tropeços, mas os resultados ruins irritaram a torcida e ameaçaram o primeiro lugar do grupo. No fim, mesmo com um empate morno e sem gols em casa contra o Vélez, a vantagem para a próxima fase estava garantida.

Em paralelo, o Flamengo havia sido campeão carioca e estava em um bom começo no Brasileirão, mas os tropeços logo voltaram com força, culminando na inevitável demissão de Rogério Ceni algumas semanas depois.

Oitavas de final: o início de Renato Gaúcho

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Michael comemora o gol solitário na vitória sobre o Defensa fora de casa. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

A partida de ida contra o Defensa y Justicia marcou o primeiro jogo da era Renato Gaúcho no Flamengo. Apesar de o clube vir de uma vitória sobre a Chapecoense, a crise estava instalada após as três derrotas nos quatro jogos anteriores e a saída conturbada do técnico anterior. Neste confronto, o rubro-negro esteve longe de encantar e foi pressionado na Argentina, mas conquistou a vitória por 1×0, com gol de Michael.

A partir dessa partida, se iniciou a sequência de jogos que seria o auge de Renato do Flamengo. Avassalador, o clube carioca goleou mais da metade dos 14 confrontos seguintes. No duelo de volta contra o Defensa, a equipe até teve dificuldades em alguns momentos, mas massacrou mais um adversário por 4×1, com gols de Rodrigo Caio, Arrascaeta e Vitinho (2x).

Quartas de final: nove gols no auge da temporada

Gabigol comemora um dos gols sobre o Olimpia. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Ainda na excelente sequência de Renato Gaúcho, o Flamengo deu o pontapé inicial nas quartas de final sabendo que era considerado amplo favorito, e correspondeu às expectativas com folga. Na ida, o clube não se intimidou com o estádio do Olimpia e goleou mais um. Arrascaeta e Gabigol fizeram no primeiro tempo, uma falha defensiva deu um gol ao adversário, mas o centroavante garantiu a vitória logo no início da etapa final. Nos acréscimos, Vitinho fechou o placar em 4×1.

No jogo de volta, mesmo com a vaga praticamente garantida, o Flamengo não tirou o pé do acelerador e deu um show para sua torcida, já presente no estádio nesta época. Com facilidade, o rubro-negro goleou por 5×1, com gols de Gabigol (2x), Bruno Henrique, Arão e Salcedo (contra). No fim, um agregado espetacular de 9×2 e muita moral para a fase seguinte.

Semifinal: vitórias mais “simples”, mas sem sustos para garantir a vaga na final

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Na época dos confrontos contra o Barcelona-EQU, pela semifinal, os gols já não eram tão frequentes, mas a fase ainda era muito boa. No jogo de ida, Bruno Henrique marcou duas vezes no primeiro tempo de um confronto que seria tenso, com direito a duas expulsões. Antes do vermelho de Léo Pereira, a equipe carioca jogou a etapa final inteira com um a mais, mas perdeu muitas chances e não conseguiu ampliar o placar.

Na partida de volta, o Barcelona apostou no seu caldeirão no Equador e até criou chances. Porém, em um roteiro bem parecido com o primeiro jogo, Bruno Henrique marcou duas vezes para garantir mais um triunfo sem sustos por 2×0, e a vaga na segunda final de Libertadores em três anos foi garantida.

Antecedentes da grande final contra o Palmeiras

Michael em ação. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O Flamengo ainda venceu os jogos seguintes à classificação para a final, mas o futebol começou a cair de rendimento e as críticas a Renato começaram a aparecer, muito por escalações questionáveis e uma falta de repertório notável, que coincidiu com a lesão grave de Arrascaeta. Assim, as atuações ruins nas semifinais da Copa do Brasil, culminando na eliminação para o Athletico-PR, escancararam a crise do treinador rubro-negro, que chegou a entregar o cargo.

Apesar de tudo isso, para o alívio do torcedor rubro-negro, a maré mudou nas últimas semanas. O Flamengo vem de quatro vitórias seguidas e vai chegar com moral para a final da Libertadores, algo até inimaginável nos jogos anteriores. David Luiz trouxe uma consistência defensiva impressionante, e o DM está praticamente vazio, com o retorno de Arrascaeta no triunfo sobre o Inter. Além disso, Michael teve um crescimento enorme nas últimas partidas e se tornou a referência técnica da equipe, que tentará o tricampeonato da Libertadores em Montevidéu.

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