Conmebol Libertadores

River e Boca: Números indicam estratégias nas semis da Libertadores

Arte / Esporte News Mundo

A partir desta terça-feira (5), Palmeiras e Santos terão pela frente River Plate e Boca Juniors no início dos confrontos pelas semifinais da Libertadores.

Naturalmente, diversas análises especiais com as prévias das partidas estão surgindo desde o início da semana para aquecer os confrontos que decidirão o caminho até à decisão no dia 23, em pleno Maracanã.

Pensando nisso, o Esporte News Mundo resolveu mergulhar nos números para para apresentar um levantamento estatístico dos rivais brasileiros para buscar quais são as chaves que River Plate e Boca Juniors buscam para chegar ao gol, além de detectar os jogadores mais participativos.

River Plate

Muitos afirmam que o River Plate atualmente é o melhor time da América do Sul e a Libertadores poderá colocar esta afirmação à prova. Porém, é fato afirmar que o futebol jogado pela equipe é de extrema qualidade.

Na proteção dos espaços de seu campo, na criação de chances usando bolas longas e na transição, o River é excelente, além de atacar em profundidade pelas pontas, principalmente pelo lado direito, alternando-se entre o 4-3-3, o 3-5-2 e o 5-3-2.

O ataque da equipe comandada por Marcelo Gallardo possui 43 gols na temporada 2020/21. Como gosta de ter domínio da posse e trabalhar as jogadas com troca de passes em velocidade, o River possui o alto número de 304 finalizações executadas em 18 partidas.

Entretanto, um dos pontos de maior preocupação está na conclusão, pois o aproveitamento de chutes no alvo está em 39.8%. Ou seja, o River tem poder de criação e consegue pressionar o adversário, mas encontra barreiras no momento da definição. Considerando apenas os chutes no alvo, a média é de 0.34/jogo.

O jogo no qual o River demonstrou melhor qualidade nas finalizações foi justamente na vitória do jogo de ida das quartas de final da Libertadores. Na vitória por 2 a 0 contra o Nacional-URU, a equipe obteve 66.7% de média com 12 chutes totais e 8 chutes no alvo. No jogo de volta, na vitória por 6 a 2, a equipe finalizou 26 vezes com média de 42.3%.

Além disso, o sistema defensivo está demonstrando cada vez mais consistência. A equipe sofreu apenas 13 gols na temporada em 49 tentativas no alvo. Franco Armani conseguiu defender 75.5% dos chutes e obteve 9 clean sheets.

Considerando apenas os jogos disputados pela Copa Libertadores, o jogador mais perigoso do River Plate é o atacante Rafael Borré: o jogador que mais finalizou (28), que mais acertou o alvo (18) e o que possui a maior média de chutes/jogo (3.49), possuindo um bom aproveitamento de 64.3% nas finalizações.

Outros jogadores que também demonstram bastante perigo no River são o uruguaio Nicolás De La Cruz (24 finalizações, 54.2% e 2.93 chutes/jogo), Julián Álvarez (17 finalizações, 3.34 chutes/jogo) e Ignacio Fernández (17 finalizações, 2.44/jogo). Na defesa, Gonzalo Montiel é destaque no jogo físico e o meia Santiago Sosa nos duelos pelo jogo aéreo com 4.5 na média de bolas vencidas/jogo.

Apesar de muitos elogios, o River Plate possui dois problemas graves. O primeiro deles é na considerável frequência na qual os jogadores ficaram em impedimento, principalmente nos lançamentos em velocidade. O segundo problema é ainda mais grave, pois é justamente onde o Palmeiras poderá explorar mais o seu rival.

Mesmo sem levar muitos gols, o River não possui muito sucesso em interromper os adversários na criação de chances. Através do chamado “jogo reativo”, o Palmeiras poderá explorar os contra-ataques em velocidade para surpreender o rival.

Boca Juniors

A equipe treinada por Miguel Angel Russo, que utiliza principalmente as formações 4-1-3-2 e 4-4-2 também possui diversos méritos e oferece bastante perigo aos adversários através de uma estratégia diferente de seu principal rival: o contra-ataque.

Russo costuma permitir que o adversário trabalhe a posse e faz a marcação com linhas baixas em 3/4 da partida. O problema para os adversários é que o Boca consegue ser muito letal nos contra-ataques, através da habilidade individual de jogadores como Tevez (9 gols na atual temporada do Argentino), Salvio e Ábila.

Destaca-se também a capacidade do Boca em atacar em profundidade pelas pontas usando lançamentos longos, além da criação de chances nas cobranças em tiro de meta, surpreendendo o próprio River no primeiro gol do último Superclássico.

Considerando que a equipe não costuma propor o jogo, a média de 39.7% nas finalizações durante a atual temporada pode ser vista como positiva, visto que a equipe finalizou 242 no total e acertou o alvo em 96 oportunidades (0.28 chutes/jogo), marcando 29 gols. O jogo com maior aproveitamento nas conclusões foi na vitória contra o Libertad fora de casa por 2 a 0, com 61.5%.

Quando foi exigido, o goleiro Andrada apresentou boa reposta também. Em 15 chutes dos adversários que foram no alvo, conseguiu aproveitamento de 80% nas defesas considerando apenas a campanha na Conmebol Libertadores.

No ataque, o ídolo Tevez é consideravelmente o mais perigoso por ser o maior finalizador (33/16, 48.5% nas finalizações, média de 3.93/jogo) e a referência nas conclusões. Porém, os adversários também devem ficar atentos à Eduardo Salvio (2.90 chutes/jogo), Franco Soldano (2.76 chutes/jogo) e à Sebastian Villa que, mesmo com aproveitamento baixo de 31.6%, é bastante participativo (3.53 chutes/jogo).

Confrontos

River Plate x Palmeiras será realizado nesta terça-feira (5) às 21h30 no Libertadores de Amercia, o estadio do Independiente . O jogo de volta será no dia 12, no mesmo horário, no Allianz Parque.

Boca Juniors x Santos jogarão na Bombonera nesta quarta-feira (6) às 19h15, com a definição do confronto na Vila Belmiro no dia 13.

Referências estatísticas: SofaScore, WhoScored e FBRef

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