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VP de Projetos Especiais do Vasco, Pedro Seixas fala sobre planos para participação da torcida na reforma de São Januário: ‘Vai poder opinar e contribuir’

Foto: Reprodução/ Canal do Esporte News Mundo

Por Fernanda Teixeira, Gabriel Rodrigues, Gabriel Simões e Joel Silva

Pedro Seixas, o novo vice-presidente de Projetos Especiais do Vasco na gestão Jorge Salgado, participou de uma entrevista exclusiva, em live no canal do Esporte News Mundo, no YouTube, na manhã desta sexta-feira (5). O VP falou bastante sobre o início das obras de ampliação e modernização do estádio de São Januário.

Ele destacou em entrevista a reportagem do ENM que a torcida terá participação fundamental no processo de reforma da Colina Histórica.

– A diretoria que chega, trouxe algumas demandas, sugestões e reflexões. Então, a gente está revisando a estratégia de captação financeira. Isto é um trabalho feito em quatro mãos com a WTorre. Tivemos algumas reuniões. Essa semana teve uma bem importante que contou com, praticamente, toda a diretoria envolvida e também diretores da WTorre.

Um dos pontos mais importantes agora, inclusive meta para nossos primeiros 100 dias, que é a definição de um projeto para participação direta da torcida com contribuições ao projeto. Isto está sendo desenhado, mais especificamente, pelo Marketing, com o apoio do nosso departamento.

O torcedor será de fato convidado a participar e opinar no projeto, trazendo contribuições… de certa maneiro isso já aconteceu um pouco, mas vamos procurar dar mais voz, de fato. Até porque é o momento, de detalhamento do projeto. Foi lançado, conceitual, e quem quiser visitar a maquete está em São Januário”

Naturalmente que precisa, e está passando nesse momento, por aprofundamentos, detalhamentos… trazendo engenharia, para fazer algumas análises. Quando trazemos questões de operação. E aí, nada mais justo e natural que a torcida participe neste momento – destacou.

Pedro também respondeu sobre a captação de recursos e parceiros para colocar em prática esse projeto no estádio de São Januário. Ele destacou que é crucial ter calma no momento de assinar um contrato longevo:

– Existem conversas muito boas e bem encaminhadas. Mas a gente não fechou questão quanto ao modelo. Tem várias possibilidades. Temos que buscar aquela que é melhor para o clube, sem dúvidas, não pensando só no curto prazo. Não posso pensar em um aporte de recursos agora para o clube e depois ficar com um contrato que não será interessante por 20, 30 anos. Temos que pensar com muita atenção.

A quantidade de interessados é grande. Felizmente, temos algumas possibilidades, é um problema bom. Porque temos a possibilidades de fazer uma escolha e avaliar todas as alternativas, prós e contras de cada uma delas. Vão desde um investidor principal, que assuma, praticamente, todo o investimento do projeto, até a captação através de fundo de investimento, que possam ser direcionados a investidores classificados, as captações mais de varejo mesmo, mais amplas – ressaltou.

“Está tudo na mesa. Temos interessados nesses diversos modelos. Devemos fazer com muita calma a escolha do que é melhor para o clube, pensando no futuro. Claro que temos emergências para serem resolvidas, mas temos que pensar também no futuro”, completou Pedro Seixas.

– Não podemos adiantar nomes, acho que essas conversas precisam amadurecer, para que possamos trazer alguns nomes e dar publicidade. Mas está caminhando muito bem mesmo. Um outro aspecto que acaba segurando um pouco a definição, é o fechamento técnico do projeto. Esse trabalho que deve durar por mais uns três meses, de engenharia, arquitetura… Precisamos fechar o orçamento, planejamento, para fazer a captação definitiva.

Não adianta eu fechar algo agora e ter que fazer um ajuste no orçamento. Para definir o prazo, tem o Memorando de Intenções, que amarra algumas responsabilidades e a segurança para as partes poderem trabalhar. Durante a vigência do Memorando de Intenções, esse é nosso objetivo. O contrato definitivo só será assinado quando esgotarmos todas essas análises.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

Sobre o Memorando de Intenções, o VP explicou o que seria e enumerou as frentes necessárias para estipular os prazos da obra:

– O memorando de intenções é um noivado, isso seria uma analogia que podemos fazer. Teve um namoro com a WTorre, evoluiu, e a partir disso entendemos o seguinte. Vamos acertar algumas condições, para podermos aprofundar e detalhar algumas análises. Só que a partir desse momento, que eu estou chamando de noivado, e aconteceu em agosto de 2020, cada parte se comprometeu em dividir algumas informações e fazer alguns investimentos. Pelo lado da WTorre, ela já vem investindo no projeto, no desenvolvimento desses trabalhos técnicos que têm basicamente três frentes:

– O jurídico, que é focado na regularização das matrículas, dos imóveis que compõem o terreno de São Januário. Então tem que ser feito todo um trabalho junto aos cartórios, registros de imóveis. Esse é um trabalho minucioso que envolve, principalmente, o departamento jurídico. Quando falamos três meses, é o tempo estimado que ainda falte para poder concluir, mas não temos domínio completo sobre esses prazos. Pois dependem de tramitações, processos… Mas estão todos, relativamente, dominados. A gente eliminou as principais dúvidas e inseguranças na frente jurídica. É a frente de trabalho que demanda algum investimento. A WTorre está liderando esse processo e conduzindo esse trabalho com acompanhamentos do Vasco.

– A terceira frente é a financeira: todas as alternativas de modelagem, estruturação financeira, captação de recursos, de onde vem, como se remunera o investidor, o quanto fica para o clube e os atores envolvidos no projeto. Para podermos assinar um contrato, precisamos do detalhamento de várias informações. Sejam elas jurídicas, técnica, financeira, de orçamento. Isso que está previsto acontecer no prazo de vigência do Memorando de Intenções. É uma etapa de trabalho. “Noivamos” em agosto de 2020 e “tem um casamento marcado para até um ano após agosto.” Esse é o prazo previsto de vigência do Memorando de Intenções e que a gente está trabalhando.

– A segunda frente é a técnica: onde a gente trabalha com os projetos de arquitetura e complementares de engenharia. Basicamente, tínhamos desenvolvido só o projeto de arquitetura, claro que com alguns conceitos de engenharia embutido. Trazemos agora para o grupo de trabalho, o consultor projetista de estrutura, fundação, instalações. As mais diversas disciplinas de engenharia que entram no projeto, para poder detalhar o suficiente para termos um orçamento seguro para a sequência do projeto e assinatura do contrato.

As conversas com os órgãos públicos também foi algo abordado durante a entrevista. Pedro ressaltou a importância, tanto histórica, quanto atual de São Januário para a região e todo o entorno do estádio:

– Estamos nos movimentando. Estamos tendo uma receptividade muito positiva. É fato que todos percebem a importância de São Januário não é apenas para o Vasco, o bairro, o entorno de São Cristóvão. Ela se reflete no desenvolvimento de toda a cidade, toda a sociedade carioca. Esse potencial positivo de retorno para a cidade, tem sido percebido. Pelo estado também. Não é apenas em nível municipal, mas estadual também. Daqui a pouco, vocês vão começar a perceber, vamos fazer alguns passos mais específicos e poderá dar publicidade. Mas está muito bem encaminhado todas as conversas com a prefeitura. O governo do estado também, intensificando um pouco mais nas próximas semanas.

– Essa relação com prefeitura, governo do estado, sociedade, comunidade. A gente carrega uma impressão muito negativa sobre o entorno de São Januário e não é verdade. A localização é absolutamente privilegiada. Estamos próximos a corredores de transporte. Uma região que historicamente foi por onde começou a cidade do Rio de Janeiro, foi um dos principais vetores de desenvolvimento da cidade e está sendo retomado isso. São Januário vai servir como indutor desse desenvolvimento da região.

“Não precisamos de investimento estrutural ou de maior aporte, que envolva por exemplo, desapropriações, grandes obras de infraestrutura. Precisamos de engajamento de todos os órgãos públicos, do Vasco, sociedade e comunidade. E o projeto dos estádios será o grande indutor desse processo.”

Sobre o prazo de entrega, Pedro foi enfático ao dizer que trabalhará bastante para que o novo estádio seja utilizado no fim de 2023:

–  O prazo de 2027 era no planejamento anterior, feito em 2018, quando fizemos o primeiro lançamento do projeto. Ali pensávamos em fazer, de alguma maneira, internamente, sem grandes captações. E 2027 é um ano marcante, pois é o centenário de São Januário. Esse era o plano original de dezembro de 18. Vamos trabalhar muito firme para que no final de 2023 a bola já esteja rolando no novo São Januário. É possível. Isso vale também para o CT.

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