Atlético-MG

Atlético-MG volta a repetir caminhos de 2012 e 2015, quando tropeçou em si mesmo na briga pelo título

Foto: Pedro Souza / Atlético

O Atlético entrou em campo na noite de segunda (19) sabendo que bastava vencer o Bahia para voltar a ser líder do campeonato. Mesmo em Salvador, o Galo teve amplo domínio da partida e tudo parecia que se encaminharia para um vitória e até uma goleada alvinegra. Mas no segundo tempo, o Atlético teve diversas falhas defensivas e o Bahia virou o jogo para 3 a 1. Com o resultado, o Galo fica três pontos (com um jogo a menos) atrás dos líderes Internacional e Flamengo. Com isso, o Atlético chega a marca de apenas quatro pontos nos últimos 12 disputados e vê fantasma dos anos em que também disputou título se fazer presente.

A derrota para o Bahia foi a quinta do Atlético no Brasileiro. Mas analisando cada partida, o Atlético poderia ter perdido apenas uma, ou até nenhuma partida. Confira:

Botafogo – A primeira derrota do Atlético foi quarta rodada, contra o Botafogo, no Engenhão. Um jogo que o Atlético, assim como contra o Bahia, teve amplo domínio e não venceu por pecar muito nas finalizações. Além disso, o Botafogo só venceu três times no campeonato e por muito tempo só contava com a vitória contra o Galo.

Internacional – Outra partida que o Atlético também teve mais domínio, mas apesar de ser um rival direto, perder para o Internacional fora de casa não é algo para se surpreender.

Santos – Na partida contra o Santos, o Atlético começou amassando e poderia ter aberto o placar por duas ou três vezes. Mas aos 15 minutos, Mariano recuou mal a bola, Rafael saiu do gol e fez falta em Marinho, sendo expulso e deixando o Galo com um a menos. O que culminou na derrota do Galo, que não conseguiu mais se impor tanto depois da expulsão.

Fortaleza – Muito desfalcado de seus principais jogadores, o Atlético foi até Fortaleza encarar o time de Rogério Ceni. Apesar de uma partida abaixo do normal do Atlético, o Galo teve a chance de vencer quando ficou com um a mais ainda no primeiro tempo. Acabou sofrendo na criação e levou o gol da derrota no fim.

Bahia – Ao lado do jogo do Botafogo, foi a partida que o Atlético mais dominou. O Galo criou chances com muita facilidade e não sofreu nenhum perigo até os 25 minutos da segunda etapa, quando o Bahia marcou. Guga errou feio em recuou e depois a defesa fez mal a linha de impedimento, culminando na derrota do alvinegro.

Como citado, de todas as derrotas, apenas contra o Internacional era esperado, pelo o adversário que era e pelas circunstâncias do jogo. Sendo assim, o Atlético volta a ser assombrado por fantasmas que estavam presentes em 2012 e em 2015, por exemplo. Nos dois anos citados, o Galo brigava pelo título e no fim acabou perdendo o campeonato para si mesmo. Quando o time, assim como está fazendo em 2020, perdia pontos fáceis e que estavam na mão. Ou perdia jogos que na teoria eram fáceis, mas o próprio Atlético complicava, assim como os exemplos contra Botafogo e Bahia.

É fato que para ser campeão em pontos corridos, o time não pode vacilar e perder jogos fáceis. Uma ou outra zebra é até “comum”, mas o Atlético já perdeu quatro desses jogos. Enquanto isso, tem rivais (principalmente o Flamengo) que provavelmente não vão dar essa mesma “brecha” na disputa pelo título.

Na próxima rodada o Atlético pode tentar se recuperar. Já que Internacional e Flamengo se enfrentam, ou seja, alguém (ou ambos) vai perder pontos. O Galo recebe o Sport, no Mineirão, às 22h, no sábado (24).

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