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Christiane Lessa comenta futebol dos EUA e relata o amor das brasileiras pelo esporte: “Nunca vi em outro o lugar”

Christiane Lessa
FOTO: PEDRO ERNESTO GUERRA AZEVEDO/SANTOS FC

Próxima da estreia no Campeonato Brasileiro, a treinadora das Sereias da Vila exalta o amor das atletas brasileiras pelo futebol. Além disso, em entrevista exclusiva ao Esporte News Mundo, Christiane Lessa comentou as características das jogadoras dos Estados Unidos e da Finlândia.

“Quando eu iniciei minha carreira nos Estados Unidos, eu via muita intensidade, comprometimento, profissionalismo. Mas nunca vi em outro país o amor que as brasileiras tem pelo futebol, o que não quer dizer que esta jogadora é melhor do que a outra, mas é um fator que pesou para a minha volta ao Brasil. Queria aproveitar isso para poder passar o máximo de conhecimento que eu tenho para as meninas”, relatou a treinadora das Sereias da Vila.

Veja a entrevista exclusiva da treinadora das Sereias da Vila no canal do Esporte News Mundo no YouTube!

A treinadora comentou também a cultura futebolística do Brasil e contou como é a relação com as atletas. “Aqui no Brasil todo mundo entende de futebol, e isso é muito bom. A gente troca ideias com as jogadoras. Elas gostam de falar de futebol, isso é maravilhoso. Elas são abertas a melhorar, algumas vezes eu sinto como se elas estivessem pedindo socorro, tentam fazer o que pedimos, mas ainda não entendem como fazer. Então a gente tenta ser o mais claro possível para elas entenderem, mas sem tirar o toque delas, o drible, a vontade, a raça, a criatividade, o abuso de partir para cima. É mais sobre a mudança de alguns hábitos”, disse Christiane Lessa.

Christiane Lessa comandou equipes de vários países, e ponderou que na Noruega, o clima dos jogos é mais ameno. “Na Noruega, a base é bem calma, tem uma estrutura muito boa, quase não tem menina que quer jogar, tem muito dinheiro investido da FIFA, um cenário totalmente diferente do que a gente encontra aqui. Lá elas eram instruídas a jogar handebol, ski e esportes de inverno. Mas para elas, perder ou ganhar estava tranquilo, não sei até onde isso ajuda a desenvolvê-las. Os maiores sucessos da Noruega sempre saem, as que realmente amam o futebol”, explicou a treinadora.

Porém, nos Estados Unidos, onde a treinadora construiu boa parte de sua carreira, a cobrança e a mentalidade profissional se destacam. “Nos Estados Unidos faltam treinadores, são 400 milhões de pessoas, 1,5 milhão de atletas de base registrados. Lá desde pequenas as jogadoras têm uma mentalidade muito profissional desde pequenas, posso cobrar muito lá do que que das Sereias, te garanto. Não posso falar com as meninas de qualquer time do Brasil com a intensidade que as estadunidenses estão acostumadas. Desde pequenas os pais colocam pressão, elas não gostam de perder, estão de manhã acordadas para treinar, vão chegar no jogo e não vão aceitar derrota, vão sair com o nariz quebrado. Não se importavam com os árbitros horrorosos que tem nas divisões de base, não tinha desculpa”, disse a treinadora.

O Santos estreia no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino neste sábado (17), às 20h00 no Campo do SESC. As Sereias da Vila enfrentarão o Internacional fora de casa.

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