Atlético-MG

Conheça a história do Clássico da Bengala entre Atlético-MG e Villa Nova

Atlético vs Villa. Castor Cifuentes. Bruno Cantini
Atlético-MG e Villa é um confronto histórico e cheio de curiosidades. Foto: Bruno Cantini / Atlético

Atlético-MG e Villa Nova é um duelo muito tradicional no futebol de Minas Gerais. Ao todo, são 240 jogos entre os dois, mas uma partida em questão entrou para história das duas equipes e que levou o confronto a ser conhecido como o Clássico da Bengala.

Jogadores de Atlético-MG e Villa Nova lado a lado em 1912. Foto: Acervo / Villa Nova

Em 1934, os dois clubes chegaram na última rodada do Campeonato Mineiro buscando o título estadual. O Galo tinha um ponto de vantagem contra o Villa, que jogaria em casa no Castor Cifuentes. O estádio estava lotado, com a presença do Governador de Minas, Benedito Valadares, e do Ministro da Agricultura, Odilon Braga.

O primeiro terminou 0 a 0, resultado que dava o título para o Atlético-MG. No segundo tempo, o Villa Nova chegou ao primeiro gol, com um gol de cabeça de Peracio, livre na grande área, após grande jogada do ponta esquerda Tonho. Aí começou a confusão. Os jogadores do Atlético-MG alegaram que a jogada de Tonho tinha saído pela lateral, mas um torcedor do Leão do Bonfim, com uma bengala, empurrou a bola de volta para o campo, sem que o juízes percebessem.

Os atletas do Villa negaram a ‘bengalada” do torcedor. A policia não conteve a confusão e, sem iluminação no Castor Cifuentes (que seria instalado em 1982), o jogo não poderia continuar. O arbitro do Rio, convidado para o jogo, Guilherme Gomes, decidiu encerrar o jogo e sai de Nova Lima sob grande esquema de segurança.

O jogo não terminaria no Castor Cifuentes. Semanas depois, Atlético-MG e Villa Nova se enfrentaram nos tribunais. O Leão do Bonfim queria a manutenção do resultando já que os jogadores do Galo forçaram a confusão para buscar a vitória no ‘tapetão. Já o Galo insistiu na anulação da partida e que um novo duelo fosse realizado em Sabará, no Estádio de Nossa Senhora da Praia do Ó, do Siderúrgica, maior rival do Villa Nova.

A Associação Mineira de Futebol, entidade da época acabou decidindo por nenhuma das escolhas dos dois times. Os 21 minutos finais seriam jogados, em campo neutro e sem torcida. 50 dias depois, no campo do Siderurgica, o Villa segurou o Atlético-MG e sagrou campeão mineiro pela terceira vez seguida (o clube tem cinco títulos no total).

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