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Fluminense precisa de feito inédito para sagrar-se campeão contra o Flamengo

Gilberto e Arrascaeta disputam a bola. Quem levará a melhor na quarta? Foto: Lucas Merçon/Fluminense

A história do Fla-Flu é recheada de partidas marcantes e inesquecíveis. Com final feliz tanto para um lado, quanto para o outro. Essa edição 2020 marca a 13ª vez que a dupla encerra o Campeonato Carioca como campeão e vice. O Fluminense ganhou oito vezes o estadual tendo o Flamengo como segundo colocado (1919, 1936, 1941, 1969, 1973, 1983, 1984 e 1995) e o contrário aconteceu quatro vezes (1963, 1972, 1991 e 2017). E para o Tricolor alcançar o 32º título estadual e se aproximar do Rubro-Negro (35), precisará de algo que nunca aconteceu nessas oito conquistas sobre o maior rival: ser campeão após ter perdido o primeiro jogo.

Se hoje em dia estamos acostumados a ver o Campeonato Carioca sendo encerrado em uma final entre duas equipes, com jogos de ida e volta, essa não foi a fórmula recorrente no passado. Muitas vezes a competição era disputada por pontos corridos; algumas outras, o título era decidido em triangulares ou quadrangulares finais. Sendo assim, nenhuma das oito conquistas do Fluminense sobre o Flamengo foi com uma “remontada”.

Ao perder por 2 a 1 na partida deste domingo, o Tricolor agora é obrigado a, no mínimo, vencer a partida para ter chance de encerrar o jejum de oito anos sem título carioca. Se ganhar pela diferença mínima (1×0, 2×1 etc), a partida vai para os pênaltis. Já em caso de uma vitória por dois gols de diferença ou mais garante a taça ao Flu sem necessidade de pênaltis.

Se contra o Flamengo nunca houve uma situação em que o Flu perdeu o jogo de ida e ainda assim venceu a competição, existe um rival que sofreu na mão do Tricolor neste milênio: o Volta Redonda. No Campeonato Carioca de 2005 o time das Laranjeiras começou a primeira partida com tudo e abriu 2×0 com cinco minutos, mas sofreu a virada para 4×2. No fim, veio o 3º gol, que deu esperança para o jogo da volta. Empurrado pelo Maracanã lotado de tricolores, o Flu foi valente e conseguiu vencer por 3×1, de virada, e saiu com o título por conta de um tardio gol do zagueiro Antônio Carlos, encerrando um jejum de dez anos sem título Carioca.

Por outras duas vezes, essas mais doídas, o Flu quase alcançou milagres que fariam jus ao apelido de “Time de Guerreiros”. Em 2008, o forte time Tricolor encarava a LDU na final da Libertadores em sua primeira decisão do maior torneio da América do Sul. Na ida, uma dolorida derrota por 4 a 2 após ter ido para o intervalo com um 4 a 1 contra no placar na altitude de Quito. Na volta, no Maracanã, o Flu ainda saiu atrás, mas Thiago Neves deu show, marcou três vezes e levou o jogo para a prorrogação. Nos pênaltis, o camisa 10 foi um dos que desperdiçou cobranças e o título ficou com o time equatoriano.

No ano seguinte, 2009, uma chance de “vingar-se” do rival do Equador. Agora a final era pelo segundo principal torneio do continente, a Sul-Americana. Assim como no ano anterior, o Fluminense sofreu muito com a altitude e voltou para o Rio com uma goleada de 5×1 na bagagem. Já com Fred no elenco, a torcida lotou o Maraca para tentar assistir à um milagre e a sensação foi bastante parecida com a da final da Libertadores, quando o Tricolor abriu 3×0 e só precisava marcar mais um gol para conseguir o “impossível”. Ficou no quase.

Para esta quarta-feira, quando Flamengo e Fluminense decidem quem vai levantar a taça, será que o Flu consegue escrever um novo e especial capítulo em sua história ou a força do elenco do Fla falará mais alto? Saberemos na quarta, a partir das 21h, quando o juiz apitar e a bola rolar para a final da 114ª edição do Campeonato Carioca.

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