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Jô é o jogador que menos toca na bola no Corinthians e números pioram contra Atlético-GO

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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Nesta quarta-feira, o Corinthians recebeu o Atlético-GO, na Neo Química Arena. Válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, por conta da final do Paulistão, a partida terminou sem gols. Um dos motivos do pouco ímpeto ofensivo do Corinthians passa por Jô. Novamente o atacante participou pouco do jogo.

As estatísticas evidenciam ainda mais como Jô fica apagado durante os jogos. Seja ao participar da criação ou no último terço, o atacante tem se limitado a dar “casquinhas” em lançamentos da defesa ou tentar constantes trabalhos de pivô.

Jô em números

O centroavante alvinegro tem altos e baixos no que diz respeito aos dados. Segundo levantamento do SofaScore, Jô é um dos jogadores que menos acerta passes durante as partidas. Dentre os 28 atletas que já atuaram ao menos um minuto pelo Corinthians no Brasileirão, é o 20°. Se contar apenas os 18 que participaram de ao menos metade da campanha, é o 16°, à frente de Léo Natel e Gustavo Silva.

Se Jô passa pouco a bola (13.2 por jogo), sua eficiência também não é invejável. Até Cássio tem um aproveitamento melhor (80% contra 75%) e, entre os 18 citados, só Araos (74%) tem números piores. Além de tudo, o tipo de passe também importa: 42.4% dos passes de Jô (5.6) são no campo de defesa, longe do seu posicionamento ideal.

O demérito não é apenas dele. De modo geral, o Corinthians tem mostrado pouco trabalho de aproximação dos seus meias ao centroavante. As mudanças no meio-campo também refletem a dificuldade dos treinadores – tanto Tiago Nunes quanto Coelho – em encontrarem uma forma de potencializá-lo. Em entrevista coletiva, Otero já comentou sobre a forma de chegar ao gol pedida pelo interino: “Chegar no fundo e bola no Jô”.

Pior contra o Atlético-GO

Nos 72 minutos que jogou contra a equipe goianiense, Jô foi ainda mais discreto. Limitado a se apresentar como pivô em lançamentos, o atacante não conseguiu ter uma sequência no último terço. Ainda assim, foram duas finalizações e uma grande chance perdia – números dentro da média.

Ao longo do campeonato, em 11 jogos disputados, Jô tem média de 1.9 finalizações por jogo e cinco grandes chances perdidas (0.45 por jogo). A proporção se manteve na Neo Química Arena. O que piorou, entretanto, foi sua participação.

Foram apenas 18 toques na bola contra o Atlético, menos que os 25.3 de média. Dessa pouca participação, foram apenas nove passes certos, com aproveitamento ainda pior que o usual (64.3%). Além disso, Jô perdeu a bola cinco vezes ao longo do jogo, ou seja, desperdiçava a posse a cada dois passes certos.

Boselli, que o substituiu, mostrou serviço nos poucos minutos em campo. Em 18 minutos, foram as mesmas duas finalizações e sete toques na bola – mais participativo que Jô. Seja substituindo o brasileiro ou atuando ao seu lado, o atacante argentino deve ganhar mais espaço.

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