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Luís Castro agradece apoio da torcida e valoriza luta do Botafogo após derrota: ‘Fomos até o limite’

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Luís Castro falou sobre desfalques, reforços, apoio de torcida e a atuação do Botafogo após a derrota para o Atlético-MG. Confira:

Foto: Reprodução/Botafogo TV

Na noite deste domingo (17), o Botafogo perdeu para o Atlético-MG por 2×0 e perdeu pela terceira vez seguida na temporada. O time encontrou dificuldades em finalizar para o gol e acabou perdendo com falha de Gustavo Sauer. Nesse sentido, Luís Castro deu entrevista coletiva e falou sobre o jogo, desfalques e outros assuntos.

                 

O treinador português comentou sobre o contexto da partida, em relação ao nível do adversário e aos diversos desfalques, como o problema de última hora com Gatito e a necessidade de colocar um garoto do sub-23 como titular.

– Mais uma vez foi uma partida em um contexto muito difícil, diante de uma equipe muito boa, que luta pelo título. Tivemos muitas dificuldades para montar a equipe, principalmente em uma ou outra posição, seja antes ou durante o jogo. Fomos surpreendidos com o problema do Gatito ao longo da noite. Tivemos dificuldades na lateral-esquerda também, tanto que buscamos um jogador da base (DG) para a posição e tendo treinado com o grupo por apenas três dias O Sauer, por exemplo, ficou um mês e meio parado, ainda não está com os melhores índices físicos, técnicos e psicológicos, mas vem ganhando tempo de jogo. Temos problemas em outras posições também, que quando forem resolvidos nos ajudarão a chegar aos gols com mais frequência.

O técnico fez uma reflexão em relação ao torcedor botafoguense e agradeceu ao apoio dos que compareceram ao estádio, deixando claro que a equipe lutou ao máximo pelo resultado positivo.

– O medidor de acreditar no projeto não está no número de pessoas que vão ao jogo. O torcedor é sempre o torcedor. O torcedor do Botafogo é o que vem ao estádio, o que não vem, o que vive no Brasil ou fora… Todos são torcedores. Quando eu tinha 12 anos houve a revolução em Portugal e ali eu soube o que era liberdade. As pessoas podem acreditar e não vir, as outras não. Quando os resultados não são tão bons, naturalmente as pessoas não vêm tanto. O futebol faz com que isso aconteça: bons resultados atraem e os maus afastam. Hoje foi um resultado ruim, péssimo, que magoa, mas trabalhamos muito e meus jogadores e torcida estão de parabéns. Fomos até o limite.

Luís Castro ainda aproveitou para explicar suas falas polêmicas em outras entrevistas coletivas e deixou claro que não tem a intenção de sair do Botafogo.

– O projeto é feito por pessoas que atendam ao perfil. Por isso que eu falo “comigo ou sem mim”. Porque o projeto tem que sobreviver por si próprio.

O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (20), contra o Santos, às 21h30. O confronto, válido pela 18° rodada do Campeonato Brasileiro, será disputado na Vila Belmiro.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Luís Castro

Apoio da torcida

– Se mantém através de um elenco, base, ligação da base com o profissional e o crescimento social do clube com mais torcida, torcida como hoje que apoiou do início ao fim e aplaudiram depois, porque reconheceram.

Atuação de DG

– Não tenho problemas em lançar jovens, faz parte do projeto, inclusive, olhar para a base. Quero DG, Jeffinho, Mezenga, Kawan, Daniel Cruz… Eles já foram utilizados, além de Kanu e Del Piage jogam com frequência. Essas dores de crescimento vão acontecer.

Chegada de Marçal

– Receber um jogador como Marçal não há dúvida que ele acrescenta valor ao time e esperamos tê-lo o mais rápido possível. Mas isso não quer dizer que seja Marçal e mais 10 porque temos os outros jogadores também.

Departamento médico

– Nós avaliamos e faz parte das nossas preocupações. Nós perguntamos isso e procuramos saber fisiologicamente o impacto de cada exercício. Nossa metodologia passa por jogadores frescos. Hoje, a atitude da equipe foi assim porque os jogadores estavam frescos. Poderíamos montar um time com quem está fora. Seria fantástico ter esses jogadores à disposição. Fomos perguntar sobre as lesões e a conclusão é que não é a metodologia, porque normalmente não temos essa incidência da lesão. Sempre fazemos prevenções de lesões. Já tivemos lesão de ligamento cruzado… Não vou voltar do Centro de Treinamentos. Não quero ser mal interpretado naquilo que digo, quero só falar as verdades. Estamos passando de um piso para outro. Sei que isso não é bom, os pisos têm que ser uniformes. Nós sabemos o impacto que cada exercício tem no jogador. Nossa metodologia passa muito pelas dinâmicas. Nunca tinha acontecido um problema como esse.

Estreia dos reforços

– Nós podemos estreá-los o mais rapidamente possível. A janela abre amanhã, então a partir disso podemos ter reforços a nossa disposição. Volto a dizer: não há milagre. A equipe não ficará com outra cara amanhã. Temos muitos jogadores machucados, não são garantia de pontos, mas aumentam a qualidade de jogo. Quero que a equipe seja a cara do que eu gosto. Ainda está distorcido, mas hoje se aproximou um pouco disso. Quero que a equipe controle mais o jogo, reaja a perda de bola sem perder o equilíbrio defensivo.

Pressão por resultados

– Não há problema as pessoas pedirem para eu sair, mas tem que ter respeito. Pra mim não há raça, cor, diferença de gênero, há pessoas que precisam ser respeitadas. Não é porque é um treinador que tem que ser respeitado, mas por ser uma pessoa. Quando temos consciência do que fazemos, estamos no mercado. As carreiras falam por si. Quando vim para o Botafogo, não tinha só o Botafogo. Estamos todos vendendo o trabalho e eu poderia vender por preço mais alto. Mas me entusiasmei por trabalhar num clube histórico, com grandes jogadores e gostei do projeto. Espero que o Botafogo seja esse projeto de construção. Sinto que a torcida está percebendo o que é o projeto. Todos sabemos que precisamos de pontos.

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