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Editorial: Parabéns, Ednaldo Rodrigues…

Ednaldo Rodrigues sonha que está fazendo um bom trabalho na CBF (Foto: DANIEL RAMALHO/AFP via Getty Images)

Presidente da Confederação Brasileira de Futebol acumulou mais um vexame com o Brasil ficando fora dos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Ednaldo Rodrigues sonha que está fazendo um bom trabalho na CBF (Foto: Foto: DANIEL RAMALHO/AFP via Getty Images)

Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues está de parabéns. Conseguiu que as duas categorias da Seleção Brasileira, profissional e olímpica, conseguissem feitos inimagináveis nos últimos meses por qualquer brasileiro diante da fartura de qualidade de jogadores que temos a serem convocados. Na Olímpica, neste domingo, conseguiu ficar de fora dos Jogos Olímpicos Paris 2024 no futebol masculino, sendo derrotado pela Argentina por 1 a 0. O Brasil não ficava fora há 20 anos…

                 

Por quais motivos isso aconteceu? O principal é ter insistido com Ramon Menezes como técnico da Seleção Brasileira olímpica. Em um time com Endrick e companhia, não se imaginava nenhuma dificuldade para que a vaga para a França fosse conquistada. Mas não foi isso que se viu, infelizmente, com a seleção atual bicampeã olímpica no futebol masculino. Em nenhum jogo o potencial dos jogadores foi explorado como deveria, não se via nada que pudesse ser aproveitado.

Uma autocrítica se faz mais do que necessária. Sem bola, sem alma, sem vontade de jogar. A oportunidade dada por Ednaldo Rodrigues na frente da Seleção Brasileira olímpica, após trabalhos ruins como técnico de times como Vasco, Vitória é CRB, é inexplicável. Podemos dizer o mesmo da Seleção principal, onde o time com Fernando Diniz, na espera do milagre de Carlos Ancelotti, também só foi vexame atrás de vexame – que Dorival Junior tenha liberdade para mudar isso.

Se formos juntar todas as categorias e o feminino, a situação só piora. De 2022 até hoje, temos algo para se orgulhar? O que apenas se viu foram vexames, Ednaldo Rodrigues. Eliminado pela Croácia na Copa do Mundo, por Israel na Copa do Mundo Sub-20, pela Argentina na Sub-17, em um Pré-Olímpico no grupo com Paraguai e Venezuela, na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina diante da Jamaica, cinco derrotas em nove jogos no profissional, sexto lugar nas Eliminatórias, e por aí vai.

Voltemos ao exemplo do vexame deste domingo de Carnaval. Ramon Menezes ter brigado pelo empate, em um jogo que precisava vencer, aí tira simplesmente Endrick, o melhor jogador da Seleção, que seria muito importante na busca do milagre nos minutos finais, é vergonhoso. É covardia. É uma atitude sem sentido algum. Ou se apenas para a cabeça de Ednaldo Rodrigues que colocou Ramon Menezes nesta função.

A CBF precisa de uma reformulação urgente. Seguir com estes que estão no cargo não melhorará nada nem a curto, nem a médio, muito menos a longo prazo. O torcedor da Seleção Brasileira está com vergonha de torcer. Vergonha dos desempenhos. Vergonha de ter os atuais dirigentes no comando. O futebol brasileiro está agonizando na avenida e levando nota zero em todos os quesitos por onde passa.

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