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Além das cobranças de falta, Coelho e Pirlo mostram potencial como estrategistas; veja semelhanças

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

No último domingo (20), Andrea Pirlo fez seu primeiro jogo oficial como treinador da Juventus, da Itália. Na vitória por 3 a 0 sobre a Sampdoria, o ex-meia mostrou na prática como pensa o futebol. Dias mais cedo, na quarta-feira (16), Dyego Coelho também deu sinais da sua filosofia quando o Corinthians venceu o Bahia por 3 a 2. Mas, afinal, existe algo em comum entre os dois treinadores?

                 

Como jogadores, eram caracterizados pela qualidade nas cobranças de faltas. Inclusive, com bons números pelos times que dirigem. Pela Juventus, Pirlo tem 15 gols de bola parada entre 2011 e 2015. Já Coelho, no Corinthians, foram nove de 2003 a 2007. No comando, entretanto, as semelhanças podem ser estendidas.

Ideias parecidas

Em sua tese para diplomação como técnico, “Meu Futebol“, Pirlo ilustra suas ideias. Para ele, a construção ofensiva deve necessariamente começar de trás e com a ajuda do que ele chama de um “terceiro homem”. Essa superioridade numérica no início da jogada também é buscada por Coelho em sua querida saída de três, quando coloca um volante no meio dos zagueiros. Contra times que pressionam alto, o italiano tende a usar o goleiro como esse terceiro homem, assim como Coelho, como visto nos treinos do Corinthians.

Ao longo do ataque, Coelho e Pirlo também mostram ideias parecidas. Em sua tese, o comandante da Juventus diz que “se o jogador com a bola está livre, ele a carrega até alguém o marcar. Assim, outro jogador se apresenta para uma tabela”. Por mais que tenha citado referências do jogo posicional, como Cruyff e Guardiola, Pirlo não busca um time preso à troca de passes, assim como Coelho. No Corinthians, o treinador também almeja a condução e verticalidade em prol da troca de passes curtos.

E na fase ofensiva, ambos buscam amplitude para alargar a defesa adversária. Geralmente com um lateral e um ponta, a depender das características de cada jogador. Dessa forma, não é difícil ver o Corinthians atacar em um 3-2-5 ou 2-3-5, como ilustrado por Pirlo em sua tese como seu objetivo final.

Desenho da fase ofensiva de Pirlo. Reprodução/”Meu Futebol”

Os jogadores que compõem esse desenho, no que diz respeito às posições, podem mudar. Na vitória contra a Sampdoria, Pirlo usou dois zagueiro e o lateral-direito Danilo na primeira linha, liberando um ponta pela direita e o lateral-esquerdo do outro lado. O Corinthians de Coelho geralmente tem um volante entre os zagueiros. Contra o Bahia, a primeira linha de construção era composta por Avelar, Xavier e Gil.

Nem tudo são flores

Mesmo com semelhanças, é impossível dizer que são esquemas ou ideias “iguais”. Muito porque as características dos jogadores a disposição são diferentes. Em Jô, Coelho tem um centroavante pouco móvel e que se beneficia de um jogo de pivô mais lento. Com Mateus Vital como falso nove, como aconteceu na última rodada, a dinâmica muda completamente. Além disso, os pontas velocistas que Tiago Nunes tanto pedia em seu tempo no Corinthians estão a disposição de Pirlo nos dois lados.

E com um período de indecisões, tanto políticas quanto dentro de campo, o Corinthians ainda não é um time definido. A possível chegada de Cazares, combinada à volta de Luan, dá mais opções, mas cria uma interrogação ainda maior.

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