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Com queda de R$ 83 milhões de receita, veja quais os desafios para o Cruzeiro equilibrar as contas

Arte: Esporte News Mundo
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O Cruzeiro vive um momento terrível financeiramente e o maior desafio da atual gestão do clube é tentar equilibrar as contas. Recentemente, foi divulgado o balancete das finanças da Raposa de janeiro a maio deste ano, que aponta que a dívida, que era de R$ 800 milhões em 2019, chegou a R$ 982 milhões em 2020. Tudo aponta que é a maior entre os clubes brasileiros, entretanto, o Botafogo, que era líder no ranking de dívidas, ainda não divulgou seu balanço.

Além do tamanho da dívida ter aumentado ainda mais, alguns revés dificultam mais a vida do Cruzeiro. O fato de disputar atualmente a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, a receita de televisão que é muito baixa, a dificuldade em aumentar receita de patrocínios, a falta de bilheteria e o número de sócios, que não caiu durante a pandemia, mas gera pouca receita.

Em entrevista ao podcast Dinheiro em Jogo, do Globoesporte, o Diretor de controladoria e finanças do Cruzeiro, Matheus Rocha, disse que esse balancete recupera transparência da gestão e traz credibilidade ao clube no mercado.

– Dentro da plataforma que a gente propôs, a gente tem a transparência como um dos pilares. A nossa ideia, inclusive, é publicar informações trimestralmente. Então, a ideia era mostrar como é que nós pegamos, como era a situação no nosso primeiro dia do clube, para as pessoas terem ciência de como que é isso. A ideia é que a gente publique ainda junho, estamos trabalhando já nisso. O Cruzeiro está com pouca credibilidade. A gente entende que colocando eu e o Sérgio na frente da assinatura do relatório, mostrando para o mercado que nós estamos dispostos a mostrar aquilo, a ser transparente, a ser correto com as coisas, a gente não deixa pessoas, de dentro da estrutura do clube, que são contadores que, as vezes, só receberem ordens para assinar. É uma responsabilidade grande que nós temos, mas também é importante para a credibilidade de quem está assinando – afirmou.

Receitas

Segundo o balancete, a queda de receitas do Cruzeiro foi de R$ 83 milhões em relação ao ano passado, referente ao período de janeiro a maio. Em 2019, o balancete apontava R$ 139 milhões, agora é de R$ 56 milhões.

Em 2019 foram duas grandes vendas de jogadores que alavancaram as receitas do Cruzeiro, Gabriel Nascimento Brazão, que gerou R$ 10,7 milhões e Arrascaeta R$ 51 milhões. No total, foram arrecadados cerca de R$ 60 milhões no ano passado. Já neste ano foi arrecadado pouco mais de R$ 10 milhões.

Outra queda drástica foi com as receitas de publicidade e transmissão de televisão. E ainda, a pandemia do novo coronavírus reduziu as bilheterias e arrecadação do clube social num montante chegando perto de R$ 8 milhões.

Despesas

Naturalmente, as despesas do Cruzeiro também caíram em 2020, de R$ 93 milhões no ano passado, a folha agora é de R$ 43 milhões, registrando uma queda de $ 50 milhões.

De acordo com Matheus Rocha, o Cruzeiro deverá trabalhar com orçamentos definidos, algo que, segundo ele, é algo que nunca aconteceu no clube. E ainda, o Diretor de controladoria e finanças da Raposa afirmou que 90% dos dirigentes que passaram pela direção do time não pediram balancete para contabilidade.

Atualmente, a dívida do Cruzeiro de R$ 982 milhões tem um agravante a curto prazo, o clube precisa pagar R$ 470 milhões até maio do ano que vem. Entretanto, com a atual situação do time celeste, cumprir esse prazo é extremamente inviável e, de acordo com Matheus, a prorrogação desse prazo já está sendo trabalhado.

Veja também: Cruzeiro pagou mais de 28 milhões em dívidas em menos de dois meses

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