São Paulo

Gol anulado de Galoppo repercute nas redes; veja o que diz a regra

(Foto: Miguel Schincariol/Saopaulofc.net)

Lance polêmico foi muito repercutido nas redes sociais após o empate entre Mirassol e São Paulo

Foto: Miguel Schincariol/Saopaulofc.net

O São Paulo visitou o Mirassol na noite da última terça-feira (23) em jogo que terminou com o placar de 1 a 1. O Leão saiu na frente após cabeceio de Luiz Otávio, que apareceu livre em cobrança de escanteio. O Tricolor empatou ainda no primeiro tempo em cobrança de penalti de Galoppo.

O argentino anotou mais um belo gol logo no início do segundo tempo, mas o lance foi anulado. Após receber a bola de Ferreirinha, Galoppo dominou e acertou um lindo chute no ângulo do goleiro Muralha, que nada pôde fazer. No entanto, Calleri estava em posição de impedimento no momento da finalização e, apesar de não tocar na bola, o camisa 9 teria supostamente atrapalhado a visão de Muralha. O árbitro Lucas Canetto Belotte, então, anulou o gol após revisar a jogada no monitor.

O lance polêmico rendeu muita repercussão nas redes sociais após o jogo, em sua maioria com torcedores questionando a decisão da arbitragem. Júlio Casares, presidente do São Paulo, usou o Instagram para manifestar sua indignação sobre o gol anulado.

“Paulistão é, sem dúvida, um dos campeonatos mais importantes do Brasil. Responsável por excelente receita para os clubes, bem organizado, tradicional… Uma pena que hoje um erro injustificável nos tirou os três pontos. Seguimos agora para a próxima rodada, contra a Portuguesa, no Morumbis.”

Sobre esse tipo de lance, a regra diz que “o impedimento deve ser marcado caso o jogador atacante impeça o goleiro de jogar ou tentar jogar ao claramente obstruir sua linha de visão”. Aqui, o uso do advérbio ‘claramente’ torna esse tipo de lance ainda mais interpretativo, já que é quase impossível mensurar se Calleri obstruiu de fato a visão de Muralha, ainda mais se essa obstrução foi de maneira clara.

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Outra questão que merece ser pontuada é a intervenção do VAR nesse tipo de jogada, já que, ao menos inicialmente, a ideia da ferramente seria a de corrigir erros claros e evidentes que fossem cometidos em campo. No entanto, com o passar do tempo, nota-se cada vez mais o uso do VAR para lances que possuem caráter interpretativo.

Trazendo um contraponto para o debate, o consultor de arbitragem Rafael Porcari comenta em seu blog que o gol de Galoppo foi bem anulado por Lucas Canetto Bellote.

“Lance chato, mas bem anulado. Além de [Calleri] atrapalhar a tentativa de [Muralha] ver a jogada, o goleiro pode crer que a bola seria tocada para o atacante (não é o goleiro que tem que saber se o atacante está impedido ou não, e se pode ou não o são-paulino receber a bola).”

Mesmo considerando que Calleri tenha de fato atrapalhado Muralha no lance, a qualidade no chute de Galoppo foi tamanha que é difícil imaginar que o goleiro conseguiria operar um milagre na finalização, ainda que ele tivesse uma visão plena da trajetória da bola. O próprio Galoppo, em entrevista após o jogo, afirmou que “o goleiro não chegaria nem vendo a bola”. Ainda assim, Rafael Porcari explica que isso não deve interferir na decisão do árbitro.

“Um amigo me escreveu: ‘O goleiro está mal posicionado, ele não ia defender de qualquer jeito. Isso não conta?’ Não, a regra não prevê essa condição (e nem poderia, porque analisar distância e possibilidade de defesa seria audacioso demais para os legisladores). Independente de tudo isso, o que vale é: Calleri estava em impedimento ativo por interferir contra um adversário, ao passar na sua frente na hora do chute do companheiro.”

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