Olimpíadas

Jardine destaca atuação da Arábia Saudita e prega respeito do Brasil contra qualquer adversário: ‘camisa por si só não joga’

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Ao vencer a Arábia Saudita, o Brasil avançou em primeiro lugar no Grupo D e enfrenta o Egito nas quartas de final dos Jogos Olímpicos. Apesar do favoritismo, o jogo foi bastante disputado e o placar de 3 a 1 só foi construído na reta final da partida. O técnico André Jardine destacou a atuação dos sauditas para valorizar a vitória de seus comandados.

                 

– Sabíamos que seria um jogo bastante difícil, acho que a Arábia Saudita merecia ter feito pontos na competição pelas partidas que fez. Chegou contra a gente com a ambição de vencer o jogo, voltar para casa com uma última grande exibição e talvez o resultado até histórico, porque vencer a seleção brasileira é sempre importante para todas as seleções – avaliou Jardine, para completar.

– Fez o jogo que a gente imaginava, muito difícil, com muita coragem para jogar e propor o jogo. Nos alternamos dentro do jogo nos times que se defenderam e atacaram. Eles tiveram muito mérito, especialmente no primeiro tempo, foram talvez levemente superiores a nós. Os ajustes no segundo tempo foram importante. Nossa equipe marcou um pouco melhor, se ajustou ao adversário e fez por merecer a vitória. O placar ficou de bom tamanho pelo que eu vi do jogo e das situações de gol.

No confronto diante do Egito, o Brasil mais uma vez será o grande favorito para vencer. No entanto, André Jardine minimizou esse fato, afirmando que o melhor jogo da Seleção Olímpica foi feito contra a Alemanha, que é um rival mais tradicional.

– Se a gente analisar as três partidas que fizemos na primeira fase, a gente percebe que a camisa por si só não joga. As seleções com menos tradição fizeram jogos tão difíceis e duros quanto a Alemanha. Fizemos uma grande estreia, talvez a melhor atuação, no primeiro jogo, contra o time de mais tradição.

Andre Jardine destacou que é preciso respeitar qualquer adversário que vier pela frente, independentemente da tradição no futebol.

– O segredo é o que a gente vem falando desde a primeira partida. É respeitar todo mundo da mesma maneira, nos preparar demais, estudar o adversário em todos os seus detalhes e focar muito na gente, no nosso espírito, na nossa maneira de jogar, e dar condição à equipe de se impor contra o adversário, independente de quem seja, que prevaleça a seleção brasileira, suas ideias e seus jogadores. Respeitar todo mundo, mas se impor no jogo.

O Brasil volta a campo no sábado, às 7h (horário de Brasília), contra o Egito, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos. A partida será realizada em Saitama.

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