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Lúcio Flávio expõe bastidores da derrocada do Botafogo no Brasileirão

Lúcio Flávio em jogo pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Ex-técnico conta a passagem de Bruno Lage pelo Botafogo, a não escalação de Tiquinho Soares contra o Goiás e também a derrota para o Palmeiras

Foto: Vitor Silva/Botafogo

Demitido pelo Botafogo no dia 14 de novembro, Lúcio Flávio falou, nesta terça-feira, sobre bastidores do time carioca no Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao “Charla Podcast”, Lucio detalhou, principalmente, os passos de Bruno Lage no Alvinegro, a queda de rendimento de Tiquinho Soares e a fatídica derrota para o Palmeiras por 4 a 3 de virada, no Nilton Santos.

                 

Ainda na entrevista, Lúcio Flávio disse que se sentiu injustiçado pela forma que deixou o Botafogo. O treinador foi comunicado em Bragança, antes da partida contra o Red Bull Bragantino, que Tiago Nunes seria contratado. No entanto, a diretoria também o comunicou que ele permaneceria como auxiliar. Não foi o que aconteceu. Após o jogo, o técnico foi demitido do clube.

– Eu era um funcionário do clube, fui colocado ali, sou grato pela oportunidade. Mas a questão é que eu era um auxiliar, fui colocado como treinador naquele momento. Diante de todo o cenário, o único no processo todo que foi demitido fui eu. Me senti sim injustiçado nesse sentido. Porque na questão, por exemplo, de tudo que aconteceu, em nenhum momento me falaram que eu era o técnico, que podia trazer a minha comissão técnica. Era um auxiliar colocado ali – falou o treinador.

– Fui comunicado lá em Bragança, na véspera do jogo, que o clube traria um novo treinador. Mas fui também comunicado que permaneceria como auxiliar. Por isso que acho que fui injustiçado. Mas o clube tem todo o direito de mandar quem quiser embora. Mas depois o tempo provou que não era eu o culpado, tanto é que depois o clube não ganhou mais nenhum jogo.

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Coletiva de Lage depois do clássico contra o Flamengo

“A mesma reação de quem estava na sala de imprensa (jornalista), nós tivemos. Estávamos (a comissão técnica) acompanhando, começamos a olhar um para o outro. Mas ninguém sabia. Chamou muito a atenção. Depois disse que queria chamar a responsabilidade. Aliás, os jogadores não gostaram. Para o grupo isso não soa bem. Sabemos que os jogadores se falam, grupo… A gente percebeu isso”

Tiquinho Soares no banco contra o Goiás

“O Tiquinho vinha de uma lesão e era normal que ele não jogasse muito bem. Na barração do Tiquinho, era uma época que ele não divulgava a escalação com antecedência. Quando faltavam dois dias para o jogo do Goiás, ele comentou sobre ir sem o Tiquinho. Eu fui voto vencido, eu disse que daria pra jogar com Diego e Tiquinho. Aí passou o treino, ele chegou para mim e disse que estava propenso a escalar o Diego”.

Queda de rendimento de Tiquinho Soares

“Ele não é de se abrir muito, mas dava para perceber na postura dele que aquilo o afetava. Mas ele sempre quis estar à disposição, foi muito forte. No entanto, a gente percebia em determinados momentos que ele estava abalado. Teve a questão do pai e da lesão que tiraram a confiança do Tiquinho. E isso tudo em um momento de decisão do campeonato.”

Derrota para o Palmeiras por 4 a 3

“No vestiário do intervalo do jogo, eu falei que a única chance da gente perder a partida era tendo um jogador expulso. A gente tinha jogado muita bola no primeiro tempo, 3 a 0 foi pouco. As chances de perder ali era expulsão ou o time voltar sonolento.”

“Ai teve o pênalti aos 36′ e eu já chamei dois (jogadores) do banco falando que a gente ia fazer o gol e depois fechar a casinha. Mas acabou que o tiquinho perdeu o pênalti e ai o nosso emocional veio a baixo. Tomamos um gol atrás do outro e o da virada no último lance do jogo.”

Panela?

“É difícil falar em panela. As pessoas acham que estamos há 20, 30 anos atrás. Se tiver num grupo, sempre alguém vai estar insatisfeito e soltar. Pelo que saiba, nos últimos dois meses ninguém falou nada disso. Nenhum foi desrespeitoso comigo”

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