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No sufoco! Itambé/Minas bate SESI-Bauru e decide título da Superliga com o Praia Clube

Itambé/Minas SESI-Bauru final Superliga
Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

26 jogos. 25 vitórias. 75 sets vencidos e apenas 12 perdidos. Esta é a incrível campanha do segundo e último finalista da Superliga Banco do Brasil feminina 20/21, o Itambé/Minas Tênis Clube. Após superar, neste domingo (28), o SESI Vôlei Bauru por 3 sets a 2 (17×25, 25×22, 17×25, 25×17 e 15×8), o clube mineiro alcançou mais uma final na elite do voleibol nacional e vai em busca do tricampeonato. Por conta da piora da pandemia do coronavírus, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) optou por realizar as semifinais e a final no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, no Rio de Janeiro.

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Escalação SESI-Bauru: Dani Lins, Mara, Tifanny, Polina, Adenízia e Suelle. Líbero: Brenda Castillo. Reservas: Carol Leite, Pamela, Júlia, Fernanda Ísis, Dobriana Rabadzhieva, Mari e Vanessa Janke. Técnico: Rubinho.

Escalação Itambé/Minas: Macris, Carol Gattaz, Pri Daroit, Danielle Cuttino, Thaísa e Megan. Líbero: Léia. Reservas: Lara Nobre, Júlia, Pri Heldes, Camila Mesquita, Luiza e Kasiely. Técnico: Nicola Negro.

Arbitragem: Débora Regina Silva e Silvio Cardozo da Silveira.

O JOGO

Valendo tudo ou nada para o SESI-Bauru, as atletas comandadas pelo técnico Rubinho entraram em quadra muito concentradas e conseguiram quebrar a recepção minastenista. Sem o passe na mão, a levantadora Macris teve dificuldade e, consequentemente, as atacantes não rodaram as bolas. Apesar da baixa quantidade de erros, o Itambé/Minas não conseguiu equilibrar o confronto e passou a maior parte do primeiro set atrás do placar. Diferente do jogo de ida, Dani Lins pôde distribuir bem as bolas e, ao lado da ponteira Tifanny, garantiu o 25×17.

Para o segundo set, o Itambé/Minas voltou confiante e logo abriu 3 a 0, entretanto, o Bauru reagiu e acirrou a disputa. Em uma parcial mais tensa e equilibrada, a central Thaísa, bicampeã olímpica pela Seleção Brasileira, foi de extrema importância para a arrancada da equipe de Belo Horizonte. A camisa #6 subiu um verdadeiro paredão para cima de Polina Rahimova e não deixou nenhuma bola passar. Desta maneira, as campeãs da Copa Brasil confirmaram o set em 25×22 e empataram o jogo de volta da semifinal.

Itambé/Minas SESI-Bauru final Superliga
Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

A instabilidade se fez presente mais uma vez e deixou todos os resultados possíveis em aberto durante a terceira parcial. A oposta estadunidense Danielle Cuttino não encaixou as bolas de segurança e obrigou Nicola Negro a colocar Camila Mesquita na posição. Do outro lado, Tifanny e Mara assumiram a responsabilidade e permitiram a larga vantagem de dez pontos para o SESI-Bauru. Com o modo rolo compressor ativado, as vice-campeãs do Paulista administraram o jogo e fizeram 2 a 1.

Mesmo em desvantagem, o Itambé/Minas não se entregou e retomou a postura do segundo set. Com tudo funcionando, as mineiras não desperdiçaram os contra-ataques e puderam ter o mínimo de controle da quarta parcial. Por conta da diferença obtida pelo clube campeão estadual, Rubinho substituiu Tifanny, peça fundamental do SESI-Bauru, para poupá-la para o tie-break.

O psicológico, sem dúvidas, é uma das partes mais importantes do set decisivo e é o diferencial de todo tie-break.. Ao não rodar um “side-out”, o Bauru se colocou em uma situação muito delicada. Sem querer saber de terceiro jogo, Thaísa bloqueou Rahimova e deixou o Minas perto da classificação. Na reta final, o passe bauruense falhou e com Pri Heldes no saque, a final mineira na Superliga se concretizou.

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