América-MG

A eficácia do América-MG nas mãos de Vagner Mancini

Buscando a reação no Campeonato Brasileiro da Série A, o América-MG encara o Grêmio neste sábado (24), pela 13ª rodada do torneio. Em Porto Alegre, Vagner Mancini completará seu oitavo jogo à frente do clube mineiro. Desde sua chegada, o treinador alterou o estilo de jogo em que a equipe apresentava e, consequentemente, as peças utilizadas em maior escala dentro de campo.

Primeiramente, para entender melhor a situação do Coelho com Mancini, é preciso voltar ao dia de sua estreia, em 24 de junho. Em Belo Horizonte, o Coelho recebeu o Juventude pela 6ª rodada do Brasileirão. Naquela época, o América ainda não havia vencido no campeonato sob o comando do ex-técnico Lisca. Na ocasião, o time mineiro e a equipe do interior gaúcho empataram a partida em 1 a 1; Matheus Peixoto e Juninho Valoura marcaram para suas equipes.

Vindo de derrota sofrida em São Paulo, pelo Palmeiras, por 2 a 1, Mancini escalou sua equipe com:

Jory; Eduardo, Ricardo Silva, Anderson e Alan Ruschel; Juninho Valoura e Zé Ricardo; Juninho, Rodolfo e Geovane; Ribamar.

O confronto foi marcado por um equilíbrio técnico entre as duas equipes, que mesmo nivelado por baixo, balançaram as redes. Porém, a igualdade no placar não fora a única exclusividade na estreia de Mancini. Foi possível visualizar um América diferente daquele que de costume, procurando abrir o placar e ter em mãos as principais ações da partida.

A partida seguinte, diante do Internacional, deixou evidente alguns sinais que foram deixados pelo ‘novo América’. Reativo e com menos intensidade, o América vem sendo mais objetivo com a bola e realizando transições ofensivas mais ágeis. Ainda assim, o placar se repetiu: 1 a 1. 

Contudo, o oitavo compromisso do América no Campeonato Brasileiro foi diante do Bahia, em Salvador. Além disso, seria apenas o terceiro jogo de Mancini comandando o Coelho. No primeiro tempo da partida, o adversário não abriu mão da posse de bola (68%) e, mesmo assim, justificando seu novo estilo de jogo, o time de Mancini foi ao intervalo com vantagem no placar. Felipe Azevedo e Juninho Valoura marcaram os gols do alviverde, enquanto Rodriguinho descontou para os baianos. No segundo tempo, o cenário se repetiu. Mantendo a efetividade no setor ofensivo, o América marcou mais dois gols, com Ribamar e Juninho.

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Em sequência, o Santos. No Independência, Coelho, que seguiu à risca suas atribuições definidas pelo seu treinador: saber sofrer e sair em velocidade. O placar de 2 a 0, embora algumas vezes ameaçado, foi justo. 

Mourão Panda/América

De lá pra cá, foram três derrotas em três jogos. Fortaleza, Atlético-MG e Sport souberem anular um sistema de jogo que se encaixava em uma extrema simbiose entre atletas e comissão técnica.

Números do América-MG com Vagner Mancini:

  • 24/06/2021 – América 1×1 Juventude; Arena Independência
  • 27/06/2021 – América 1×1 Internacional; Arena Independência
  • 30/06/2021 – América 4×3 Bahia; Pituaçu
  • 03/07/2021 – América 2×0 Santos; Arena Independência
  • 07/07/2021 – América 0x4 Fortaleza; Arena Castelão
  • 10/07/2021 – América 0x1 Atlético-MG; Arena Independência
  • 19/07/2021 – América 0x1 Sport; Arena Independência

A propósito, o time alviverde enfrentou seu rival Atlético de uma forma surpreendente. Vagner Mancini mandou a campo um sistema ainda não visto anteriormente, desde que chegara ao clube. Com três zagueiros, Zé Vitor, Bauermann e Ricardo Silva formaram uma linha com três defensores e, até certo ponto, com sucesso. O América conseguiu neutralizar os pontos fortes do Atlético, mantendo a maior parte do primeiro tempo com seus atletas no campo de ataque. Em vários momentos, a equipe de Mancini teve a chance de abrir o marcador; sem o mesmo êxito que em jogos passados havia apresentado.

Contra o Sport, mais uma vez, o treinador utilizou um esquema com três defensores. Em mais uma partida, os jogadores não aplicaram a mesma intensidade e volatilidade, sendo derrotado pelo clube pernambucano.

A missão de reencontrar o caminho das vitórias será árdua. Contra o Grêmio, o América não poderá contar com Ribamar, Rodolfo, Bruno Nazário, Sabino e Yan Sasse, lesionados. A expectativa é que Mancini mantenha a mesma escalação dos jogos passados em tom de continuidade aos atletas que se sustentaram em um sistema adotado e confiável.

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