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Cruzeiro teve água cortada, caminhão pipa e ‘vaquinha’ dos jogadores como auxílio a funcionários, dizem pessoas de dentro do clube

Cruzeiro teve água cortada, caminhão pipa e 'vaquinha' dos jogadores como auxílio a funcionários
Foto: Divulgação/Cruzeiro

Os problemas extracampo do Cruzeiro parecem não ter fim. Após a derrota para o lanterna da Série B, Oeste na noite dessa quarta-feira (13), na Arena Independência, por 1 a 0, o atacante Rafael Sóbis chegou a falar que “as pessoas não sabem nem 10% do que está acontecendo“.

Realmente, os problemas são muitos. O Cruzeiro já deve dois salários e meio de salários atrasados, além de 13º e os jogadores já fizeram até protesto não se concentrando para o confronto diante do Oeste. Mas não é só isso, o Esporte News Mundo noticiou, também nessa quarta-feira, que a dívida atual da Raposa com seus empregados chega a R$ 9.558.783,00.

Diante das diversas pendência do Cruzeiro com seus funcionários de menores vencimentos, o elenco de atletas tomou uma atitude. Segundo relatos de pessoas de dentro do clube, aos quais o Esporte News Mundo teve acesso, o atletas mais bem pagos do Cruzeiro, ao lado de empresários identificados com a Raposa como Pedro Loureço e Giovani Baroni, organizaram “vaquinhas” para comprar cestas básicas para os empregados no fim do ano passado. Os funcionários em mais dificuldades financeiras ainda teriam recebido ajudas de custo dos atletas mais afortunados.

Ainda segundo estes relatos, a água da Toca da Raposa II chegou a ser cortada. Desta forma, houve a utilização de um caminhão pipa para transporte da água da Toca da Raposa I para o centro de treinamento da equipe profissional. A situação, porém, foi normalizada com pagamento de parte dos valores devidos.

A crise financeira do Cruzeiro já fez com que o volante Jadsom não se apresentasse para treinar e entrasse na Justiça contra o clube pelos salários atrasados. E outra situação urgente a ser resolvida pela Raposa é com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A Justiça determinou, nesta terça-feira, um prazo de cinco dias para quitação de uma divida sobre FGTS não pago entre 1994 e 2015. Caso o clube não deposite o montante, a Raposa poderá ter bens e contas bancárias penhoradas. A decisão ainda cabe recurso.

Perguntado sobre os problemas internos do Cruzeiro após a derrota para o Oeste, Felipão restringiu suas respostas apenas aos assuntos técnicos. No entanto, o treinador não mostrou nenhum sinal de que deixaria o cargo de técnico da Raposa.

O Esporte News Mundo entrou em contato com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e aguarda um posicionamento da prestadora de serviços. A reportagem também buscou contato com o Cruzeiro, mas não obteve o retorno até a publicação deste material.

*Com colaboração de João Vitor Castanheira e Matheus Ribeiro

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