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Opinião: Guerrero não é imprescindível no Internacional, mas liberar de graça seria um erro

Ricardo Duarte/Internacional

Nos últimos dias, uma notícia caiu como uma bomba no Internacional. Artilheiro, e por alguns momentos ídolo da torcida, o atacante Paolo Guerrero está tentando buscar a rescisão contratual com o colorado, pelo menos é o que afirma o empresário do atleta. Com vínculo, junto à equipe gaúcha, até dezembro desta temporada, o peruano estaria tentando deixar Porto Alegre de forma antecipada, para já se apresentar em algum novo elenco na sequência.

O Internacional, atualmente, conta com Thiago Galhardo e Yuri Alberto no time principal, além de Guerrero. Ambos vem se destacando nesse início de temporada, e estão dando uma resposta muito boa no posicionamento tático pedido por Miguel Ángel Ramírez. O peruano, no entanto, ainda nem conseguiu ganhar sequência, afinal, o longo tempo afastado por lesão seguem atrapalhando a parte física, sendo o último entrave uma tendinite no joelho direito.

Dificilmente Paolo Guerrero assumirá, no Internacional, a titularidade imediata. Galhardo e Yuri Alberto estão bem a frente dele no quesito técnico e físico, pelo menos nesse momento. Por conta disso, a saída do peruano, do colorado, não causaria um rombo no elenco, afinal ele é, hoje, terceira opção para centroavância. Além disso, a liberação dele provavelmente resultaria em mais chances para jovens promissores da base, como Vinícius Mello e a mais recente contratação Orozco.

Outro aspecto positivo da saída de Guerrero seria o financeiro. Atualmente, o peruano é um dos atletas que recebem salário mais alto no Beira-Rio. Com um teto ultrapassando os R$ 700 mil mensais. Se “livrar” disso, para um clube cheio de dívidas, seria importante, ainda mais por se tratar de um atleta que, hoje, dificilmente será titular em curto prazo.

Liberar Guerrero sim, mas não de graça

A liberação de Guerrero, como já antecipado, não seria nenhum problema para o Internacional. No entanto, o colorado precisa levar em conta todo o histórico do peruano antes de simplesmente romper o contrato de graça. Isso, inclusive, se deve a uma cláusula no vínculo empregatício. Segundo o portal “GE”, caso deseje acabar o contrato antecipadamente, o peruano terá de pagar entre 2 a 3 milhões de dólares. (em torno de R$ 13 milhões).

Durante o período em que foi atleta do Internacional, o clube teve que esperar, em duas oportunidades, um longo período para contar com Guerrero. Na primeira, assim que contratado, teve punição por doping, ficando 6 meses afastados. Na segunda vez, no meio da temporada passada, uma ruptura no ligamento cruzado o tirou de combate por mais de 7 meses. Nestes períodos, a equipe gaúcha deu todo apoio e esforço para auxiliar Guerrero. A saída dele, que está sendo forçada agora, precisa respeitar esse cuidado que o Internacional teve, nem que seja realmente o obrigando a pagar a cláusula do próprio bolso. Até porque o colorado, financeiramente, não pode abrir mão desta quantia.

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