Fortaleza

Show de humildade, simpatia e inteligência: confira o melhor da participação de Vojvoda no programa “Bem Amigos”

Foto: Reprodução/SporTV

Na noite dessa última segunda-feira (27), o treinador Juan Pablo Vojvoda, do Fortaleza, fez sua tão esperada participação no programa “Bem Amigos”, comandado por Galvão Bueno nos canais SporTV. Como de costume, o carismático técnico argentino esbanjou toda sua humildade e simpatia em uma entrevista de mais de 50 minutos. A seguir, você confere tudo de melhor abordado na participação de Vojvoda no programa televisivo.

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Já nas primeiras considerações de sua participação, Juan Pablo Vojvoda demonstrou gratidão pelo convite recebido e, também, felicidade por poder estar representando o Fortaleza em rede nacional:

– Primeiramente, muito obrigado a todos. Estou muito agradecido pelo seu convite e estou orgulhoso de estar em seu programa, mas muito mais feliz pela gente de Fortaleza. Sempre que vou em um programa, eles se sentem presentes. (…) Os torcedores do Fortaleza passaram por Série C, Série B… estar vivendo esse momento é um motivo de muito orgulho para eles. Então, me sinto muito feliz por eles também.

Em seguida, Vojvoda comentou sobre como foi seu início de trabalho no futebol brasileiro, mais especificamente no Fortaleza, e falou sobre suas expectativas antes de alcançar o atual sucesso no clube cearense:

– Eu esperava trabalhar em um futebol importante como o brasileiro. A medida que cheguei aqui, nos primeiros dias, eu comecei a ver as características dos jogadores. O Campeonato Cearense me deu a oportunidade de conhecer o clube, de fazer um diagnóstico final de como se encontrava. (…) Senti que o Fortaleza tem a capacidade de competir de igual para igual. Sabemos as dificuldades e que há times muito poderosos economicamente, mas também somos conscientes de que, com o trabalho do dia a dia, é possível igualar essa competição. Esse é o bonito do futebol: nem sempre o poderoso tem que ganhar. Há possibilidades para todo mundo.

Logo após, Vojvoda reafirmou que não deseja transformar o futebol brasileiro, ressaltando o aprendizado diário que tem no Fortaleza e mostrou-se encantando com a paixão de seus jogadores pelo esporte:

– Eu considero que eu aprendo mais do que estou deixando no Fortaleza. Para mim, tem sido um aprendizado todos os dias. Eu digo aos atletas que não quero trocar nada do futebol brasileiro. Se eu puder agregar para que eles fiquem melhores, esse é o meu objetivo. Não quero tirar nem trocar. O que gosto do futebol brasileiro é que eles têm esse espírito de gostar de jogar futebol. Muitas vezes, treinamos às 16h da tarde e o sol já está atacando, mas meus jogadores não reclamam e querem seguir treinando, como se estivessem jogando na rua. Esse é o espírito de paixão que o futebolista brasileiro não perde. Não é por profissionalismo nem dinheiro. Tudo fica de lado para ter o principal: a paixão por jogar de quando era pequeno.

Vojvoda avaliou-se, também, enquanto “chefe” de um time de futebol, batendo na tecla da existência de um equilíbrio entre liberdade e rigidez para que o grupo como um todo funcione:

– A medida que fomos treinando, queria ver as características dos jogadores. Mas, antes de vê-las, é preciso convencer o jogador (a executar a ideia de jogo). Sou um apaixonado pelo esporte, mas, como chefe de um grupo, tenho que convencê-los. Em alguns momentos, também tenho que inspirar, como em um jogo de muitas emoções. Outras vezes, também tenho que impor determinadas situações. Eu deixo os jogadores com liberdade, mas há momentos que preciso impor sistemas, valores, regras… Eu tenho que saber gerenciar um grupo de trabalho. Você deve dar-lo liberdade para fazer-lhe o que gosta, mas também terá responsabilidades. Não é total liberdade, mas não é um autoritarismo. É um equilíbrio para fazer que o todo funcione.

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Vojvoda deu sua opinião, também, sobre ‘estar acima’ dos jogadores e ser o protagonista desta trajetória de sucesso do Fortaleza, aproveitando para ressaltar, ainda, o lado humano do esporte:

– Eu não me considero em uma hierarquia maior que a dos jogadores, mas que tenho uma participação diferente e que eu aprendo muito com eles. Na derrota e na vitória, ambos têm que ser tratados da mesma maneira. (…) O aspecto da mentalidade e do psicológico é muito importante. O povo pensa que o jogador de futebol não é uma pessoa, é uma máquina que joga futebol e que sempre tem que estar bem. O jogador é uma pessoa que joga futebol. (…) O lado humano é uma virtude que os grandes treinadores têm presente consigo.

Por fim, Vojvoda admitiu não ter a real noção da dimensão do legado que está construindo no Fortaleza, mas, com mais um show de humildade e simpatia, que o acompanharam durante toda sua participação no programa, agradeceu o carinho da torcida leonina com sua pessoa:

– Não sei se sei o tamanho (do que estou fazendo), mas sei o carinho que as pessoas têm comigo. Me sinto muito querido. Sou uma pessoa totalmente simples, normal. Quero continuar assim, não quero trocar minha personalidade. Isso que é importante. Eu agradeço pelo carinho de todos e do torcedor do Fortaleza.

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