Futebol americano

Os cenários das equipes da NFC Oeste para a temporada de 2020 da NFL

A fim de aquecer o fã da bola oval para o retorno da NFL, a equipe do Esporte News Mundo vem fazendo algumas previsões sobre as divisões da liga. Hoje é a vez de conferir a NFC Oeste, uma das divisões mais fortes e equilibradas.

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Arizona Cardinals

(Photo by Christian Petersen/Getty Images)

A equipe volta a ser liderada pelo QB vencedor do prêmio Calouro Ofensivo do Ano, Kyler Murray. Os Cardinals vêm mais fortes para tentar competir por uma vaga nos playoffs. A adição de De’Andre Hopkins no ataque e o calouro Isaiah Simmons, draftado no primeiro round do Draft, foram as principais mudanças na equipe.

Hopkins é considerado um dos melhores recebedores da liga (alcançando a marca de 1,500 jardas recebidas duas vezes na carreira). Simmons é um linebacker, mas que pode jogar em várias posições, como fez em sua carreira na universidade de Clemson (jogando de LB e DB).

O time de Arizona pode voltar a competir pelo título da divisão, algo que não acontece desde 2015. Na oportunidade, eles terminaram com 13 vitórias, recorde da franquia, e avançou para a final de conferência.

Análise do calendário

As equipes da NFC Oeste irão enfrentar a NFC Leste (Giants, Cowboys, Washington e Eagles) e a AFC Leste (Patriots, Jets, Bills e Dolphins). Essas são duas das divisões mais fracas da NFL. Os Eagles venceram a divisão com apenas nove vitórias, e os Pats, campeões da AFC Leste, não contam mais com Tom Brady. Além deles, Arizona jogará contra os outros dois últimos lugares da NFC (Lions e Panthers) Os maiores desafios dos Cardinals essa temporada serão os dois jogos contra cada rival de divisão.

Melhor cenário: 11 – 5

Kyler Murray consegue evoluir seus lançamentos e sua mobilidade faz a diferença contra a pressão das linhas defensivas adversárias. De’Andre Hopkins, Larry Fitzgerald e Christian Kirk formam um trio de recebedores imparável. Kenyan Drake evolui de sua boa temporada ano passado. Isaiah Simmons encaixa perfeitamente no esquema defensivo e Chandler Jones tem outra ótima temporada. Os Cardinals tiram proveito dos fracos adversários que enfrentam e beliscam uma vaga na pós-temporada (agora com sete times).

Pior cenário: 6 – 10

Kliff Kingsbury não consegue implantar seu sistema air-raid na NFL. Kyler Murray sofre com o jogo passado. Larry Fitzgerald dá sinais da idade e não tem um ano produtivo. Kenyan Drake não evolui e pouco ajuda no jogo terrestre. Isaiah Simmons não se adapta à liga imediatamente e não se firma em uma posição (vide Minkah Fitzpatrick nos Dolphins, que jogava de CB e safety). Chandler Jones não repete a grande temporada do ano passado. Os Cardinals vencem alguns jogos contra os fracos oponentes, mas as aspirações à pós-temporada terão de esperar.

Los Angeles Rams

(Photo by Justin Berl/Getty Images)

Os campeões da NFC em 2018 retornam para 2020 com muitas incógnitas no elenco. A fraca temporada de Jared Goff traz muitas dúvidas sobre se ele é o QB do futuro em LA. O principal jogador ofensivo da equipe, Todd Gurley, vencedor do prêmio Jogador Ofensivo do Ano em 2018, agora faz parte do Atlanta Falcons.

Além disso, os Rams não contrataram ninguém para substituí-lo, e o titular deverá ser Cam Akers, calouro de Florida State. A defesa também sofreu algumas mudanças. O safety Eric Weddle anunciou sua aposentadoria e o veterano Clay Matthews não está mais na equipe. Porém, Aaron Donald e Jalen Ramsey retornam para mais uma temporada nos Rams.

Análise do calendário

Além das equipes da NFC e AFC Leste, os Rams vão jogar contra os outros dois times que terminaram em terceiro lugar em suas respectivas conferências (Bears e Buccaneers). Novamente, os maiores rivais serão sua maior competição. Mas, a equipe de Tampa Bay agora conta com a dupla Tom Brady e Rob Gronkowski. Além de Mike Evans, Chris Godwin, Shaq Barrett e Devin White. A defesa de Chicago também pode trazer problemas para LA. Com Khalil Mack, Eddie Jackson, Roquan Smith e Kyle Fuller, os Bears podem sim atrapalhar os planos dos Rams.

Melhor cenário: 11 – 5

Jared Goff volta à sua forma de 2018 e tem uma temporada muito produtiva. A linha ofensiva também volta a jogar como em 2018, ano em que venceu o prêmio de melhor OL da Liga. Cooper Kupp e Robert Woods também voltam a produzir no jogo aéreo e ajudam o QB a recuperar a confiança. Cam Akers mostra que pode ser o RB do futuro da equipe e tem uma boa temporada de calouro. Aaron Donald e Jalen Ramsey conseguem ser o pilar de uma boa defesa. Os Rams não têm força o suficiente para brigar pelo título da NFC Oeste, mas conseguem brigar por uma vaga no wild card no novo formato dos playoffs da NFL.

Pior cenário: 7 – 9

Goff tem mais um ano difícil e a linha ofensiva pouco ajuda (o site Pro Football Focus coloca a OL dos Rams na 25ª posição entre os times da NFL). Cooper Kupp e Robert Woods pouco podem fazer para ajudar. Cam Akers não consegue transferir suas habilidades do College para a NFL. Aaron Donald e Jalen Ramsey não conseguem suprir a falta de mais jogadores para ajuda-los na defesa. Sean McVay terá de repensar se continuar com Jared Goff é o mais certo a se fazer e a equipe mostra que a aparição no Super Bowl LIII foi uma temporada atípica.

San Francisco 49ers

(Photo by Thearon W. Henderson/Getty Images)

Os campeões da NFC Oeste buscam repetir a grande temporada do ano passado. O QB Jimmy Garoppolo vem para seu terceiro ano na equipe, após liderar o ataque na campanha que terminou na derrota no Super Bowl LIV. Matt Breida foi trocado para o Miami Dolphins, então Raheem Mostert é o próvavel titular na semana um. O corpo de recebedores ganhou reforço no Draft. Brandon Aiyuk foi selecionado na primeira rodada do draft. Porém, a equipe perdeu Emmanuel Sanders, que foi para o New Orleans Saints. O sete vezes selecionado para o Pro Bowl, Trent Williams, vem para reforçar a OL do time californiano.

Mas a defesa perdeu uma peça chave. DeForest Buckner foi trocado para o Indianapolis Colts, em troca pela 13° escolha geral no Draft. Como reposição, os Niners selecionaram Javon Kinlaw na primeira rodada do Draft, um jogador que tem o potencial para ser titular desde o primeiro jogo. O resto da DL titular e os LBs retornam para esse ano. A secundária, eleita a segunda melhor da última temporada pelo Pro Football Focus, também retorna para essa temporada.

Análise do calendário

Os 49ers irão enfrentar, além das equipes da AFC e NFC Leste, os outros dois campeões de divisão. Isso significa que eles terão de jogar contra Drew Brees e a fortíssima equipe do New Orleans Saints, e contra os finalistas da NFC do ano passado Green Bay Packers, liderados por Aaron Rodgers. Para a “sorte” dos Niners, os Packers parecem estar com problemas extra campo, principalmente na relação entre Rodgers e a direção da franquia.

Melhor cenário: 13 – 3

Jimmy Garoppolo mantém sua performance do ano passado, ou até evolui para um nível mais alto. George Kittle mostra que realmente pode se tornar um dos maiores TE da história e tem mais uma ótima temporada, somando aos rápidos WRs da equipe. Mostert consegue ter uma boa campanha, correndo atrás de uma linha ofensiva melhorada. A defesa mantém o nível do ano passado e Javon Kinlaw mostra que pode sim substituir Buckner. Os Niners repetem a dose do ano passado e terão mais uma chance de buscar o tão sonhado sexto anel de campeão.

Pior cenário: 9-7

Jimmy Garoppolo dá uma de Jared Goff e não consegue capitalizar após um grande ano. Isso afeta as estatísticas de Kittle e dos recebedores, que não podem fazer nada para ajudar. Trent Williams sofre com lesões acumuladas com a idade e desfalca a linha ofensiva. Javon Kinlaw não consegue produzir no nível profissional e a DL sente muita falta do All-Pro DeForest Buckner. Com o talento da equipe, San Francisco briga e pode até conseguir uma vaga no wild card, com o novo formato

Seattle Seahawks

(Photo by Gregory Shamus/Getty Images)

Os Seahawks vêm mais fortes que o ano passado para tentar dominar a NFC Oeste novamente. Russell Wilson disputa a sua nona temporada como capitão e líder do ataque. D.K. Metcalf volta depois de um grande ano de calouro. Junto com Tyler Lockett, Josh Gordon e o TE veterano Greg Olsen, formam as armas aéreas de Wilson. Em 2019, Seattle foi a segunda equipe que mais correu com a bola na NFL. Chris Carson e Rashaad Penny retornam no backfield e a franquia ainda adicionou Carlos Hyde para a posição.

O grande problema da equipe, foi sua linha ofensiva. A PFF ranqueou a unidade como a 27° pior da Liga em 2019. Porém, foram adicionados na off-season, o center B.J. Finney, ex-Steelers; o tackle Brandon Shell, ex-Jets; e draftaram o guard Damien Lewis, de LSU, na terceira rodada do Draft.

No lado defensivo, talvez a grande aquisição de toda a offseason foi o safety All-Pro, Jamal Adams, ex-Jets. Adams também foi selecionado para dois Pro Bowls em seus três anos de NFL. O DL Jadeveon Clowney deixou a equipe rumo ao Tennessee Titans. A maior parte da defesa retorna para essa temporada, com a adição de Jordyn Brooks na primeira rodada do Draft.

Análise do calendário

Como os Seahawks terminaram em segundo na NFL Oeste ano passado, eles irão enfrentar a NFC e a AFC Leste, mais o Minnesota Vikings e o Atlanta Falcons. Os Vikings vêm de uma grande temporada, terminando nos playoffs de divisão contra os 49ers. Os Falcons vêm reforçados para a temporada 2020 e podem dar muito trabalho para Seattle.

Melhor cenário: 14 – 2

A linha ofensiva consegue ser mais produtiva em 2020 e Russell Wilson consegue ter tranquilidade no pocket para liderar o ataque. A unidade aérea de Seattle consegue um ano incrível e as adições de Olsen e Gordon fazem a diferença. O jogo corrido é mais prolifico que o ano passado atrás de uma linha ofensiva melhorada e consegue adicionar ao jogo aéreo. Na defesa, Jamal Adams lidera a secundária dos Hawks, lembrando até a Legion of Boom. Jordyn Brooks consegue atuar bem ao lado de Bobby Wagner e se adapta rapidamente ao futebol americano profissional. Os Seahawks vencem a NFC Oeste com certa tranquilidade e se mostram o melhor elenco da franquia desde 2014 – 2015.

Pior cenário: 11 – 5

A adições da linha ofensiva não surtem efeito e Russell Wilson tem de passar mais um ano sofrendo no pocket. O rendimento do jogo terrestre cai com a má atuação da OL. Josh Gordon não consegue se manter sóbrio e mais uma vez é dispensado por problemas extra campo. Jadeveon Clowney escolhe não retornar para a franquia e isso prejudica muito o pass rush. Mas, como nas ultimas temporadas, Russell Wilson consegue “sobreviver” e lidera a equipe para mais uma pós-temporada.

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